Aumenta número de visitantes ao interior de vulcões nos Açores

Aumenta número de visitantes ao interior de vulcões nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   17 de Dez de 2015, 18:38

O número de pessoas que percorrem as cavidades vulcânicas com visitação regular do arquipélago dos Açores está a aumentar, registando este ano quase 70 mil pessoas, mais 13% do que em 2014, segundo dados hoje disponibilizados à agência Lusa.

De acordo com informação da Direção Regional do Ambiente, as cinco cavidades vulcânicas da região com visitação regular – Algar do Carvão e Gruta do Natal (ilha Terceira), Gruta do Carvão (São Miguel), Gruta das Torres (Pico) e Furna do Enxofre (Graciosa) – receberam este ano, até 30 de novembro, 69.852 visitantes.

Ao longo de 2014, os mesmos espaços foram visitados por 61.332 pessoas.

“[É] uma aposta manifestamente ganha pelo incremento e pelo crescimento constante e sustentado da procura destes espaços”, disse o diretor regional do Ambiente, Hernâni Jorge.

Para o responsável, o aumento de visitantes deve-se ao interesse no “conhecimento do património geológico e da geodiversidade que estes espaços podem evidenciar”, ao “desafio de descer e de entrar no vulcão” e ao “valor extremamente riquíssimo do património natural, designadamente geológico e também biológico que existe nesses espaços”.

O Algar do Carvão, na Terceira, é, segundo a página na Internet da associação Os Montanheiros, “uma notável chaminé vulcânica”, com uma cratera de 15 por 20 metros que “termina 90 metros abaixo numa lagoa de águas límpidas”.

Ainda na ilha Terceira, a Gruta do Natal é um tubo de lava com 697 metros de comprimento.

Já em São Miguel, em Ponta Delgada, está a Gruta do Carvão, o maior túnel lávico da ilha, “considerada uma das joias da vulcanoespeleologia dos Açores” que tem uma extensão total de 2.000 metros de comprimento, mas apenas 200 visitáveis.

A Gruta das Torres, no Pico, é o maior túnel lávico conhecido em Portugal, enquanto a Furna do Enxofre, na Graciosa, com um comprimento de 194 metros e cerca de 50 metros de altura de teto em forma de abóbada na parte central, começou a ser explorada no século XIX por vários investigadores, entre os quais o príncipe Alberto I do Mónaco e os naturalistas Ferdinand André Fouqué e Georg Hartung.

À Lusa, o diretor regional do Ambiente adiantou que a experiência do Algar do Carvão “remonta há 50 anos, através de uma iniciativa da associação local Os Montanheiros”, mas “infelizmente só foi replicada e generalizada não só às cavidades vulcânicas, como também a outros espaços naturais na última década, com a criação de centros interpretativos ou centros de visitação”.

Hernâni Jorge esclareceu, relativamente às duas grutas e centros de interpretação associados geridos pela região diretamente - a Furna do Enxofre e a Gruta das Torres -, que 90% das visitas são turistas e, neste caso, “os nacionais estão em primeiro lugar”.

Depois, surgem “os alemães e os turistas do norte da Europa, sendo que nos últimos anos os espanhóis e italianos começam a ganhar um espaço interessante”, acrescentou.

 


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