Atlânticoline gastou 60 ME em nove anos com navios para operação sazonal nos Açores

Atlânticoline gastou 60 ME em nove anos com navios para operação sazonal nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   6 de Jun de 2016, 13:12

A empresa pública de transporte marítimo de passageiros e viaturas nos Açores despendeu, de 2007 a 2015, cerca de 60 milhões de euros para fretar navios para a operação sazonal, revela o relatório e contas da Atlânticoline.

No relatório e contas da empresa relativo ao ano passado, é revelado que a empresa de capitais públicos registou no último ano um resultado positivo de 1,6 milhões de euros.

Desde o seu início, em 2005, que a Atlânticoline realiza a operação sazonal, para ligar as nove ilhas dos Açores entre maio e setembro, recorrendo ao fretamento de dois navios, sendo que a construção novos navios é uma pretensão antiga.

“A dificuldade de encontrar, a preços economicamente sustentáveis, navios com as características apropriadas às condições dos nossos portos, a idade dos navios que têm vindo a operar na região, a situação atual no mercado, com tendência para se manter nos próximos anos, com a procura muito superior à oferta, indica-nos que o único caminho desejável e racional é a região ter navios novos”, defende João Ponte, que assumiu a administração da Atlânticoline em abril de 2015.

Após a atualização do estudo económico e a apresentação de uma pré-notificação junto da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, o administrador da Atlânticoline manifestou a esperança de “que em 2016 seja possível obter, por parte das autoridades comunitárias, a necessária autorização para o lançamento do concurso público internacional com vista à construção de dois navios com capacidade para 650 passageiros e 150 viaturas”.

Segundo o relatório e contas, no último ano a operação sazonal decorreu com os navios “Express Santorini” e “Hellenic Wind”, sendo que o primeiro teve gastos de fretamento de 2,4 milhões de euros (ME) e o segundo de 3,9 ME.

Ambos os navios tiveram alguns dias inoperacionais em 2015 por diferentes tipos de incidentes, acrescido de pontuais cancelamentos de viagens devido ao mau tempo, algo que João Ponte adiantou ter originado “uma quebra na procura superior a 40% e o desgaste dos índices de credibilidade da empresa”, que integrou em setembro último a Transmaçor.

Além da operação sazonal, a Atlânticoline realiza durante todo ano uma operação regular entre três ilhas do grupo central (Faial, Pico e São Jorge) e as duas ilhas do grupo ocidental (Flores e Corvo), com recurso a barcos próprios.

O relatório e contas 2015, com data de 03 de maio de 2016, indica que a empresa teve um volume de prestação de serviços e vendas de 12,63 milhões de euros, um ativo de 28,96 milhões de euros e um passivo de 8,79 milhões de euros.

A Atlânticoline, detida em 83,97% pela Portos dos Açores e 16,03% pela Região Autónoma dos Açores, tem um quadro de pessoal composto por 92 colaboradores.

 

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