Atlântico Norte vai arrefecer fortemente este século

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O Atlântico Norte deverá sofrer um forte arrefecimento durante este século, mais rápido do que previam os modelos informáticos existentes.
 

Num trabalho publicado na revista Nature Communications, refere-se que "a possibilidade de um arrefecimento rápido do Atlântico Norte durante o século XXI está próxima dos 50 por cento".

Com as mudanças nas correntes marítimas, incluindo a Corrente do Golfo, que tempera o clima entre a costa do estado norte-americano da Florida e as costas europeias, poderá ocorrer "uma perturbação climática sem precedentes", dizem os investigadores das universidades de Bordéus, em França, e de Southampton, no Reino Unido.

A estimativa mais recente do grupo de peritos em evolução climática, que avaliaram os estudos existentes até 2013, era de que o arrefecimento aconteceria progressivamente e a longo prazo.

Os autores da pesquisa agora publicada usaram modelos informáticos que sugerem um arrefecimento médio de 02 a 03 graus no mar de Labrador, entre o Canadá e a Gronelândia, o que provocaria "fortes baixas de temperatura nas regiões costeiras do Atlântico Norte".

Durante o inverno, as suas águas arrefecem muito, tornam-se mais densas e precipitam-se para o fundo, fazendo com que as águas mais profundas e mais quentes venham à superfície, um processo que será alterado pelo aquecimento global.