Atentado suicida no Iraque foi realizado por australiano de 18 anos


 

Lusa/AO online   Internacional   21 de Jul de 2014, 12:41

Um dos atentados realizados em Bagdad na semana passada teve como autor um australiano de 18 anos, morto na explosão da bomba que transportava, indicaram as autoridades australianas, que classificaram esta informação com inquietante.

George Brandis, o procurador-geral australiano, confirmou que o autor de um atentado suicida em Bagdade, perpetrado dia 17, é um cidadão australiano.

Segundo a imprensa australiana, o jovem foi batizado como Abu Bakr al-Australi pelo Estado Islâmico (EI), um grupo jihadista sunita que se ocupou de vastas extensões de território iraquiano após uma forte ofensiva lançada no passado mês de junho.

Al-Australi tinha abandonado Melbourne em 2013, dirigindo-se à região iraquiana tomada pela violência.

"É um desenvolvimento inquietante e um novo exemplo da perigosa e volátil situação que se vive de momento no Iraque", declarou o procurador-geral australiano num comunicado.

"O governo deplora os atos violentos realizados pelo EI e outros grupos extremistas no Iraque e na Síria, e a implicação de cidadãos australianos nas suas atividades é profundamente inquietante", adicionou Brandis.

No comunicado acrescenta-se que este foi o segundo australiano autor de um atentado suicida no Iraque ou na Síria, sem revelar mais detalhes.

Em junho, a ministra dos negócios estrangeiros australiana, Julie Bishop, estimou que perto de 150 australianos dotados de dupla nacionalidade participam em combates e atos terroristas com os rebeldes sunitas.

Para Brandis "a participação de australianos nos conflitos na Síria e no Iraque posa um verdadeiro problema de segurança interior, pois os implicados nestes combates podem voltar ao país trazendo com eles a violência de lá".

Na Europa os representantes de nove países adotaram em julho deste ano um plano de ação para identificar jovens europeus que decidam participar em combates na Síria e impedi-los de viajar para o país, sendo que os meios para a realização do plano se mantêm confidenciais.

O objetivo desta medida europeia é identificar jovens que se prestem a participar nos combates na Síria, de os sinalizar a outros países da união europeia, tornar a sua partida difícil, segui-los após o seu regresso e eventualmente detê-los.

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