Atentado em Cabul causa 31 mortos

Atentado em Cabul causa 31 mortos

 

Lusa/AO online   Internacional   24 de Jul de 2017, 16:32

O número de mortos no atentado com um carro armadilhado atribuído aos talibãs, hoje de manhã em Cabul, subiu para 31, aos quais se somam cerca de 40 feridos, de acordo com um novo balanço das autoridades.


O ataque à bomba visou um autocarro cheio de funcionários públicos.

Metade das vítimas mortais, entre as quais se contam pelo menos três mulheres, ficaram completamente queimadas, pelo que as autoridades estão a ter dificuldades na identificação, indicou um responsável do Ministério da Saúde Pública afegão, Baz Muhammad Shirzad.

"Alguns desses cadáveres gravemente queimados já foram identificados, mas ainda estamos a trabalhar para identificar sete corpos. Nem sequer sabemos se são adultos ou crianças", afirmou a mesma fonte.

O atentado ocorreu pouco antes das 7:00 locais (03:30 em Lisboa), quando um bombista suicida num carro atacou um autocarro que transportava funcionários do Ministério afegão das Minas e do Petróleo.

O porta-voz da Polícia local, Basir Mujahid, confirmou as circunstâncias do ataque, acrescentando que este aconteceu quando o autocarro estava a circular por uma área residencial de Cabul.

Os talibãs reivindicaram a autoria do ataque, indicando que o objetivo eram dois minibus com "interrogadores" dos serviços secretos afegãos.

"Esses dois minibus estavam sob vigilância há dois meses e foram atacados depois de terem recolhido todos os passageiros”, indicou o porta-voz do grupo Zabihullah Mujahid.

A principal agência de serviços secretos afegãos, o Diretório Nacional de Segurança (NDS), desmentiu esta versão.

Este é o mais grave atentado em Cabul desde 31 de maio, quando 150 pessoas morreram (e mais de 300 ficaram feridas) na sequência na explosão de um camião carregado com explosivos, à entrada de uma zona de alta segurança.

Os dados mais recentes da missão da ONU no Afeganistão indicam que o conflito naquele país alcançou um novo número recorde de mortes de civis: 1.662 mortos nos primeiros seis meses do ano.



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