Ataques foram os mais mortíferos na Europa desde 2004

Ataques foram os mais mortíferos na Europa desde 2004

 

AOnline/LUSA   Internacional   14 de Nov de 2015, 09:48

Os atentados terroristas de sexta-feira à noite na capital francesa, que fizeram pelo menos 120 mortos e 200 feridos, foram os mais mortíferos na Europa desde os ataques de há onze anos nos comboios de Madrid.

Estes foram os sete atentados mais mortíferos na Europa nas últimas décadas:

 

- 7 a 9 de janeiro de 2015, França: Dois homens armados com espingardas Kalashnikov entraram na redação parisiense do Charlie Hebdo, um semanário conhecido pelas suas caricaturas satíricas. Doze pessoas perderam a vida, incluindo oito cartoonistas e jornalistas, bem como dois polícias. No dia seguinte, um polícia foi assassinado nos arredores de Paris num tiroteio que os investigadores relacionaram com o ataque ao jornal. No mesmo dia, um homem armado fez reféns num supermercado judaico e quatro deles foram mortos. Os atacantes do jornal e o sequestrador perderam a vida em tiroteios com a polícia.

 

- 22 de julho de 2011, Noruega: Um extremista de direita, Anders Behring Breivik, na altura com 32 anos, assassinou oito pessoas num ataque bombista junto a um edifício do governo em Oslo e, mais tarde, matou 69 pessoas ao abrir fogo num acampamento de jovens do Partido Trabalhista na ilha de Utoya. Em agosto de 2012, Breivik foi condenado a uma pena de prisão de 21 anos, que pode ser estendida se continuar a ser encarado como um perigo para a sociedade.

 

- 7 de julho de 2005, Grã-Bretanha: Quatro atentados suicidas coordenados à hora de ponta em três linhas de metropolitano e um autocarro deixaram 56 mortos e 700 feridos. Os ataques foram reivindicados pela Al-Qaeda.

 

- 11 de março de 2004, Espanha: Uma dúzia de bombas explodiram em quatro comboios em Madrid, deixando 191 mortos e cerca de 2000 feridos. Os ataques foram reivindicados por militantes que afirmaram ter agido em nome da Al-Qaeda em retaliação à participação da Espanha na invasão do Iraque. Os sete principais suspeitos cometeram suicídio a 3 de abril do mesmo ano, fazendo-se explodir num apartamento perto de Madrid e matando também um polícia.

 

- 15 de agosto de 1998, Grã-Bretanha: Um carro-bomba explodiu em Omagh, uma pequena cidade na Irlanda do Norte, matando 29 pessoas e ferindo 220. O ataque foi reivindicado pela ala dissidente do Exército Republicano Irlandês. O atentado foi visto como um teste à paz frágil conquistada com o acordo da Sexta-feira Santa, assinado apenas quatro meses antes.

 

- 19 de junho de 1987, Espanha: Um ataque com um carro-bomba levado a cabo pela organização separatista basca ETA no parque de estacionamento de um centro comercial em Barcelona deixou 21 mortos e 45 feridos.

 

- 2 de agosto de 1980, Itália: uma bomba explodiu na sala de espera da estação ferroviária de Bolonha, provocando 85 mortos e 200 feridos, naquele que foi o ataque mais mortífero da história do país. Dois membros de um grupo terrorista de extrema-direita foram condenados por causa do ataque, mas aqueles que o planearam nunca foram identificados.

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