Atacante do embaixador russo gritou "Alepo" e "vingança"


 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   19 de Dez de 2016, 16:06

O homem que disparou em Ancara contra o embaixador da Rússia na Turquia gritou "Alepo" e "vingança" quando abriu fogo, segundo relatou uma testemunha, citada pela agência noticiosa francesa AFP.

 

A estação local NTV informou entretanto que o atacante foi abatido pelas forças de segurança turcas. A agência noticiosa oficial Anadolu informou que o atacante foi “neutralizado” pelas forças policiais, sem precisar se o suspeito está morto ou vivo.

O representante diplomático, identificado como Andrei Karlov, estava a visitar uma exposição de fotografia em Ancara, quando um homem abriu fogo contra ele.

O embaixador foi transferido para um hospital e está em estado grave, confirmou a embaixada russa em Ancara ao diário turco Hurriyet.

Andrei Karlov estava a discursar quando foi atingido.

“Quando o embaixador estava a discursar, o homem alto disparou primeiro para o ar e depois apontou para o embaixador”, referiu Hasim Kilic, correspondente do diário turco Hurriyet, em declarações à AFP.

“Ele disse alguma coisa sobre Alepo [cidade no norte da Síria] e vingança”, acrescentou.

O ataque acontece após vários protestos na Turquia para contestar o papel da Rússia na Síria.

O homem entrou no Centro de Arte Contemporânea localizado na zona de Cankaya, em Ancara, envergando um fato escuro, camisa branca e gravata preta, como um agente da segurança.

Karlov foi atingido com quatro ou cinco tiros, segundo a estação NTV. Pelo menos outras três pessoas ficaram feridas no ataque.

O incidente acontece na véspera de uma reunião em Moscovo entre os chefes da diplomacia da Rússia, Irão e Turquia para discutir um cessar-fogo na cidade de Alepo, norte da Síria.

Numa primeira reação, os Estados Unidos condenaram o ataque.

“Temos informações de que o embaixador russo na Turquia Andrei Karlov foi atacado por um homem armado em Ancara. Condenamos este ato de violência, qualquer que seja a sua origem”, declarou o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, John Kirby.



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