Astronomia para bebés, conversas e exposições no Exploratório de Coimbra em 2016

Astronomia para bebés, conversas e exposições no Exploratório de Coimbra em 2016

 

Lusa/AO Online   Nacional   21 de Dez de 2015, 11:05

Sessões de astronomia para bebés, conversas com investigadores, exposições, uma "sala dos porquês" e filmes com projeção a 360º são algumas das propostas do Exploratório de Coimbra para 2016, com uma programação para "todos os públicos".

 

"É uma programação muito diversa, muito plural, que vai dos bebés até aos seniores", disse à agência Lusa o diretor do Exploratório - Centro Ciência Viva de Coimbra, Paulo Trincão, realçando que a programação para 2016 desenhada pela nova direção espelha a vontade de "alargar os públicos" e de centrar o trabalho "nas famílias".

Uma das novidades para 2016 é a criação de sessões de astronomia para bebés, a estrear em fevereiro, em que se procura oferecer "uma experiência sensorial para crianças dos seis meses até um ano e pouco", que vão poder ver chuvas de estrelas ou "planetas longínquos", num filme com projeção a 360.º, explanou.

A programação para 2016, com 24 atividades permanentes, conta com as exposições "Em Forma com a Ciência", "Pordata Viva: O Poder dos Dados", "Rosetta", sobre a sonda com o mesmo nome, "Lusco-Fusco", sobre imagem, luz e cor, e Pordata Kids, em que os dados são apresentados em forma de brincadeiras para as crianças.

De forma a aproximar a ciência dos cidadãos, o Exploratório vai dinamizar várias atividades que contam com a presença de investigadores. Entre elas, vai estar o ciclo de conversas mensais, intitulado "Pontos nos III", em que membros do Instituto de Investigação Interdisciplinar da Universidade de Coimbra vão falar de ciência.

Outro projeto a ser implementado em 2016 é a "Seleção sub-30", em que o exploratório convida jovens investigadores para apresentarem "de forma informal" os seus projetos de investigação em escolas de ensino secundário, avançou Paulo Trincão.

Na área da aproximação entre ciência e público, o espaço vai dinamizar ainda eventos com especialistas da saúde, comentários científicos em atividades do Exploratório e conferências de "seniores do mundo académico".

Também no próximo ano, o espaço apresenta a "Dóing Family Lab", um laboratório para famílias explorarem a ciência do dia-a-dia e "Dóing Oh! Sala dos porquês", que "recria os gabinetes de curiosidades do século XVIII" para crianças dos 3 aos 10 anos partilharem a curiosidade em torno de objetos e experiências, aclarou o diretor do centro.

"O Exploratório não se pode resumir de forma nenhuma ao público escolar. O trabalho central é nas populações e nas famílias", salientou Paulo Trincão, considerando que um dos pontos-chave será o fortalecimento da ligação entre comunidade académica e população, para "a cultura científica estar acessível a todos".

De acordo com o responsável, o Exploratório tem a ambição de ser "um grande centro de ciência na região Centro", não se querendo limitar a ações circunscritas ao concelho ou distrito de Coimbra.

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