Assunção Cristas diz que ministro da Agricultura não tem sido "atuante"

Assunção Cristas diz que ministro da Agricultura não tem sido "atuante"

 

Lusa/AO online   Nacional   6 de Abr de 2016, 18:50

A líder do CDS-PP afirmou que o país não tem um ministro da Agricultura "atuante" junto dos agricultores e a procurar alternativas para o escoamento do leite e produtos da suinicultura nos mercados internacionais.

 

“Ainda não o vi, por exemplo, levantar-se da sua cadeira para abrir mercados internacionais e procurar, seja para o setor do leite, seja para a suinicultura, alternativas para os produtores nacionais”, declarou Assunção Cristas no final de uma visita de dois dias à ilha de São Miguel, nos Açores, integrada nas jornadas parlamentares do CDS-PP regional.

A dirigente centrista, que visitou hoje uma fábrica de licores e uma unidade que transforma produtos de salchicharia, no concelho da Ribeira Grande, afirmou no final dum encontro com o presidente da Associação Agrícola dos Açores que este trabalho é “intenso, de formiguinha, de grande valor político e técnico”, necessitando de “gente ágil que saia da sua cadeira e que vá com os produtores, industriais e empresários pelo mundo fora” para abrir mercados.

Assunção Cristas, que foi ministra da Agricultura no anterior governo, disse que o PS “tem um mau histórico” no capítulo das quotas leiteiras, recordando que o seu partido “sempre se bateu” pela manutenção deste sistema, que terminou a 01 de abril de 2015, especialmente por causa dos Açores.

A responsável pelo CDS-PP considerou “inaceitável a passividade” do Governo dos Açores na crise do leite, acrescentando que este “deveria ter dado ouvidos à produção há mais tempo e não fugir da questão”, aproveitando a proximidade política ao executivo nacional para o pressionar a encontrar alternativas para o escoamento dos produtos.

“Houve uma ideia que ouvi aqui que compete ao Governo pôr em prática e que passa por encontrar mercados onde pode haver uma troca direta de leite e lacticínios por outros produtos que sejam para nós relevantes. O exemplo dado pela Associação Agrícola de São Miguel foi o de Angola”, afirmou.

A presidente dos centristas declarou, por outro lado, que o setor do leite, que nos Açores tem “produtos de excelência”, só pode sobreviver através da valorização e diferenciação, a par de novos mercados.

O líder dos centristas açorianos, que procedeu a um balanço das jornadas parlamentares, dedicadas à economia, disse que o PS/Açores chegou e desenvolve há 20 anos “políticas erradas” na região, assistindo-se atualmente nos setores produtivos à “inatividade e grandes dificuldades” devido à “ausência de uma estratégia”.

Artur Lima lamentou a inexistência de uma “rede eficaz” dos transportes marítimos inter-ilhas, bem com a ausência de medidas para dinamizar o mercado interno açoriano, de forma a que os habitantes de todas as ilhas consumam produtos regionais.

O dirigente centrista declarou que a Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores nada tem feito para captar o investimento externo para o arquipélago, preconizando a necessidade de se apostar em produtos de qualidade e não de quantidade.

“São vinte anos de socialismo que terminam com a falência dos setores das pescas e da agricultura, do mercado interno e do sistema de carga aérea e marítima que não dá resposta às necessidades dos pescadores e produtores”, referiu Artur Lima.


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