Associações e autarcas protestam contra prospeção de petróleo no Alentejo

Associações e autarcas protestam contra prospeção de petróleo no Alentejo

 

Lusa/Açoriano Oriental   Nacional   23 de Fev de 2017, 16:53

Cerca de 200 pessoas manifestaram-se junto à Assembleia da República contra a possível exploração de petróleo na bacia do Alentejo, enquanto representantes de várias associações e autarcas eram ouvidos no parlamento.

 

A audição foi realizada no âmbito da análise de uma petição que reuniu cerca de 42 mil assinaturas contra o furo do consórcio ENI/GALP na bacia do Alentejo, junto a Aljezur.

Aos deputados, o presidente da câmara de Aljezur, José Amarelinho (PS), pediu empenho junto do Governo para que acabe com os contratos que permitem a prospeção, considerando que o processo foi pouco transparente e vai causar prejuízos à população e à região.

José Amarelinho sugeriu até a criação de uma comissão de inquérito parlamentar pelo presidente da Assembleia da República que analise todo o processo e acusou o Governo de ceder aos interesses das petrolíferas.

No exterior os manifestantes, concentrados desde as 13:00, gritaram "Não ao furo, sim ao futuro" e exibiam cartazes onde diziam "Surf e 'oil' não são compatíveis", "Oil-Algarve, 'no thanks'", "Por um futuro com energia solar descentralizada".

A manifestação foi convocada pela associação "Algarve Surf And Marine Activities" (ASMAA), salientando que o protesto pretende dar voz às populações do Algarve e do Alentejo, assim como do Parque Natural da Costa Vicentina, que se opõem às intenções do consórcio ENI/GALP de avançar para a prospeção de um furo petrolífero na Bacia do Alentejo, ao largo de Aljezur.

A organização critica ainda as "irregularidades" no licenciamento do projeto e o "desprezo" do Governo pelos mais de 42.000 contributos contra o furo recebidos na consulta pública.


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