Associação quer criar rota do vinho nos Açores

Associação quer criar rota do vinho nos Açores

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   23 de Fev de 2017, 09:58

A Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV) quer criar uma rota do vinho nos Açores, abrangendo as ilhas do Pico, Terceira e Graciosa, revelou o seu secretário-geral.

 

"A Terceira, através de Biscoitos, a Graciosa e o Pico são as ilhas que, neste momento, estão reconhecidas como produtoras de vinho", afirmou José Arruda, admitindo que há outras ilhas nos Açores onde se produz vinho e o objetivo é que, no futuro, os seus produtores e municípios possam também integrar esta rota.

Representantes da AMPV e da Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal terminaram na quarta-feira um conjunto de reuniões com diversas entidades na região, incluindo a secretária da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro.

"Desafiámos, através da Secretaria, Comissão Vitivinícola e municípios associados da AMPV, que se avançasse para um grupo de trabalho para constituir uma rota de vinhos nos Açores", declarou José Arruda.

Segundo o responsável, "a criação de uma rota de vinhos nos Açores, integrada na Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal, tem como grande objetivo a promoção internacional de toda a oferta" da vertente enoturística.

Frisando que as duas entidades querem "dar uma ênfase grande na promoção do enoturismo na região", José Arruda destacou que "hoje, cada vez mais, há turistas que procuram o tema do vinho e dos territórios para visitar".

"Queremos dar a esses [turistas] a oportunidade de conhecerem a oferta enoturística nos Açores", referiu.

O secretário-geral acrescentou que o objetivo é implementar a rota este ano, aproveitando o facto de a Madalena, na ilha do Pico, ser a Cidade Portuguesa do Vinho 2017.

"A nossa proposta é aproveitar este ano, em que vão ser desenvolvidas muitas iniciativas no âmbito da candidatura da Madalena, para criar a rota", informou, exemplificando que no dia 11 de março naquele concelho decorre a gala de abertura Cidade Portuguesa do Vinho 2017, onde vai estar uma delegação de 70 pessoas do continente, incluindo 25 presidentes de câmara.

A iniciativa Cidade do Vinho surgiu em 2009, pela mão da Associação de Municípios Portugueses do Vinho, criada dois anos antes.

Segundo o sítio na Internet da AMPV, o projeto Cidade do Vinho visa "valorizar a riqueza, a diversidade e as características comuns dos territórios associados à cultura do vinho e de todas as suas influências na sociedade, na paisagem, na economia, na gastronomia e no património", e pressupõe a elaboração de um programa anual de ações culturais, de formação e de sensibilização ligadas ao vinho, com visibilidade nacional.

A paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico foi classificada em 2004 como Património Mundial pela UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, e abrange milhares de pequenos currais de vinha.

Os currais, construídos em pedra, foram erguidos para proteger as videiras do vento e da água do mar, criando uma paisagem rendilhada.


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