Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Puro e Sangue Lusitano quer aumentar número de exemplares no mundo


 

lusa   Nacional   16 de Fev de 2010, 15:14

O presidente da Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Puro e Sangue Lusitano (APSL) revelou hoje que um dos objetivos a atingir nos próximos anos passa por “aumentar” o número de exemplares desta raça espalhados pelo mundo.

“Nós temos que aumentar o número de animais da raça espalhados pelo mundo, uma vez que é uma raça relativamente pequena comparativamente com as outras”, disse Manuel Campilho, em declarações à agência Lusa.

Na opinião do responsável, o cavalo Lusitano é um produto de excelência do mundo rural, como o “azeite, o vinho e a cortiça”.

“O Estado não tem dado, nem pode dar a mesma importância ao cavalo Lusitano como tem dado ao vinho, ao azeite e à cortiça, porque a importância desta raça no Produto Interno Bruto (PIB) nada tem a ver com os outros produtos”, observou.

Ainda assim, segundo Manuel Campilho, o Estado começa a ficar “sensibilizado” para a “importância” do cavalo Lusitano.

De acordo com dados fornecidos pela APSL, instituição fundada em 1989 e que conta com 380 associados, em Portugal existem cerca de 2500 éguas em reprodução e nascem por ano cerca de 1600 poldros.

Tendo em conta a situação económica mundial, o presidente da APSL referiu que as exportações têm se mantido “estáveis”, mantendo um número “aceitável” de vendas para o estrangeiro.

Nos últimos anos, os principais interessados em adquirir cavalos Lusitanos têm sido os criadores de Espanha, do norte da Europa e ainda criadores de vários países do continente americano.

O cavalo Lusitano tem dado provas de qualidade em várias modalidades, nomeadamente, na modalidade de Dressage, onde marcou presença na última edição dos Jogos Olímpicos, obtendo uma “excelente” classificação.

“A Dressage é uma disciplina equestre onde o cavalo Lusitano se começa a afirmar como um cavalo de grande qualidade”, sublinhou.

A tauromaquia foi o ponto de partida para a seleção do cavalo Lusitano, uma vez que é uma raça que apresenta condições de “montabilidade e funcionalidade” de boa nota.

“É uma modalidade fundamental para a raça”, sublinhou.

Manuel Campilho recordou ainda que, na modalidade de Equitação de Trabalho e na Atrelagem, Portugal foi recentemente campeão do Mundo.

“É um excelente produto, é um cavalo multifuncional, competitivo na área da Tauromaquia, Dressage, Equitação de Trabalho e Atrelagem”, disse.

“O cavalo Lusitano tem vindo a aumentar a sua qualidade, mas ainda não atingiu o seu máximo”, observou.

Para que a promoção desta raça continue, Manuel Campilho anunciou ainda que entre os dias 03 a 05 de junho, decorrerá em Cascais, no Hipódromo Manuel Possolo, mais uma edição do Festival Internacional do Cavalo Lusitano.


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