Associação Daniel de Sá vai dar a conhecer vida e obra do escritor


 

Lusa/AO online   Regional   2 de Mar de 2015, 15:52

A Associação Daniel de Sá, apresentada esta segunda-feira em Ponta Delgada, pretende estudar e dar a conhecer a vida e a obra do escritor e ed outros autores açorianos.

 

"Os objetivos são vários e muito ambiciosos, mas há aqueles que estão à cabeça, que são o estudo da vida e da obra do escritor e de outros escritores, mas queremos ir mais longe, investir na cultura, queremos a arte em geral, a cidadania, que são, na nossa opinião, valores que estão muito em crise", afirmou Roberto Rodrigues, presidente da associação e cunhado de Daniel de Sá, que morreu em 2013.

A associação, criada pelas pessoas mais próximas do escritor, nomeadamente a viúva, os três filhos, uma sobrinha, três cunhados e três amigos, foi apresentada hoje, no dia em que Daniel de Sá completaria 71 anos.

A Associação Daniel de Sá vai apresentar dentro de um mês um plano de atividades e prevê fazer a apresentação formal da sua constituição no próximo verão.

Entre outras coisas, a associação quer recuperar uma casa centenária na freguesia da Maia, no concelho da Ribeira Grande, ilha de São Miguel, onde o escritor viveu e habitualmente escrevia, no intuito de criar um espaço "aberto à comunidade".

"O nosso projeto começou precisamente pela casa, mas depois decidimos que tínhamos de redefinir as coisas porque o Daniel sempre deu mais valor às pessoas do que às coisas. Nessa casa, o nosso propósito é começar a trabalhar já nela, apesar de não estar em bom estado, com encontros de leitura e outras atividades", revelou o presidente da associação.

Segundo Roberto Rodrigues, o objetivo é transformar o espaço numa "casa viva", mais do que numa casa-museu.

"Entendemos que as entidades públicas têm algumas obrigações públicas mas não estamos focados aí, o nosso pedido é que todas as pessoas e entidades de boa vontade, sejam públicas ou privadas, participem no nosso projeto. Penso que não seria justo pressionar nenhuma instituição, apesar de já termos tido alguns contactos exploratórios com a Junta de Freguesia da Maia, com a Câmara Municipal da Ribeira Grande e com o Governo Regional [dos Açores]. E até agora, fomos bem recebidos, sempre", disse Roberto Rodrigues.


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