Associação apela à legalização de alojamento local

Associação apela à legalização de alojamento local

 

Lusa/AO online   Nacional   2 de Nov de 2015, 16:05

A Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) inicia na quarta-feira, no Porto, um conjunto de sessões de esclarecimento e uma campanha para apoiar a legalização de casas e apartamentos de alojamento local (AL) em todo o país.

“É um conjunto de ações que vai começar no Porto, mas que faz parte de um ‘road show’ nacional, com o objetivo de incentivar a legalização [de unidades de alojamento local] e, sobretudo, apoiar no tema fiscal quem já está a operar”, disse à Lusa Carla Costa Reis, da ALEP.

No Porto, será realizado um seminário sobre as formas de iniciar um alojamento local e o ‘workshop’ “Guia prático da fiscalidade no alojamento local”.

A entrada no seminário é gratuita, mas o acesso ao ‘workshop’ sobre fiscalidade é pago para não associados.

Realizar-se-ão também sessões de esclarecimento em Lisboa (19 de novembro), Portimão (25) e Faro (26).

De acordo com Carla Costa Reis, pretendem também recolher uma rede de parceiros em diversas zonas do país, que prestem bens e serviços úteis a quem já está a operar no AL e a quem pretende entrar neste setor.

No seguimento destas sessões de esclarecimento, a ALEP inicia a “Campanha ALL+ (Alojamento Local, Alojamento Legal)” para "conquistar operadores ao mercado paralelo", disse, salientando que as multas para quem não está legalizado podem ir dos 3.500 euros (no caso de particulares) até aos 37.500 (no caso de empresas), por cada apartamento gerido não registado.

Segundo dados recolhidos pela ALEP, recentemente divulgados, a partir de estatísticas oficiais, o número de novos alojamentos locais registados desde novembro de 2014, quando a nova lei entrou em vigor, mais do que duplicou, atingindo os 11.215.

Salientando que é impossível verificar com certeza o número de quem atua no mercado paralelo, a ALEP contabilizou um total de 20.944 alojamentos disponíveis registados, que pertencem a 12.424 titulares, 92% dos quais têm apenas uma ou duas propriedades.

Os registos estão a crescer sobretudo em Lisboa e no Porto, apesar de o Algarve ter 54% dos alojamentos deste tipo.


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