Associação Académica diz que eleição de reitor "não cumpre" requisitos

Associação Académica diz que eleição de reitor "não cumpre" requisitos

 

Lusa/AO online   Regional   5 de Fev de 2018, 17:28

Os alunos da Universidade dos Açores consideraram, esta segunda-feira, que a eleição do reitor “não cumpre a prossecução do interesse e da proteção da confiança dos estudantes", que se sentem lesados na sua representatividade no Conselho Geral.

Para a estrutura representativa dos alunos – a Associação Académica da Universidade dos Açores (AAUA), a eleição do reitor será feita “por um colégio incompleto e de independência por esclarecer”.

De acordo com um comunicado, a AAUA considerou que existe “falsa conceção do valor dos estudantes, pelo que o candidato eleito “apenas representará o entendimento administrativo de um corpo setorial”.

A Universidade dos Açores encontra-se num processo de eleição de um novo reitor, que terminará terça-feira com a apreciação e votação de candidaturas no Conselho Geral.

“Não nos revemos na candidatura parcial, não nos revemos numa reitoria que não tem como principal objetivo a qualidade implícita na condição de estudante do ensino superior, nos Açores”, referiram os estudantes.

A AAUA declarou que após ter efetuado “várias diligências", junto do Conselho Geral e da reitoria da Universidade dos Açores, para completar o número de representantes estatutário dos estudantes, “obteve uma resposta enviesada”.

Para aquele órgão da academia açoriana, a eleição dos dois estudantes para o Conselho Geral, órgão de governo da Universidade dos Açores, “tem a particularidade de representar 85% comunidade académica”, daí afirmarem ter havido um “boicote à representação dos estudantes traduzido na desvalorização da lealdade e respeito mútuo institucionais”.

De acordo com os alunos, o Conselho Geral “não considerou as eleições antecipadas para eleição dos representantes dos estudantes” e, “ao consentir a subtração de um conselheiro representante dos alunos, não traduz os cerca de 2.800 estudantes”.

“Revelou-se ineficácia e insensibilidade para a superação de um problema cuja resolução é da sua competência e estava no tempo ao seu alcance”, segundo os estudantes, que consideraram que aquele organismo está “ferido de falta do princípio da democraticidade, do princípio da proporcionalidade, participação, igualdade, não procedendo com equidade".




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