Associação Académica admite que Universidade dos Açores perca algumas centenas de alunos

Associação Académica admite que Universidade dos Açores perca algumas centenas de alunos

 

Lusa/AO Online   Regional   2 de Set de 2014, 16:49

A Associação Académica da Universidade dos Açores admitiu hoje que a instituição perca "algumas centenas de alunos" devido à subida das propinas e redução do plano de pagamento e como consequência do "conturbado" arranque do ano letivo em 2013.

“Prevejo, e sem dados concretos, que a Universidade dos Açores venha a perder algumas centenas de alunos agora neste ano letivo”, afirmou o presidente da associação académica da universidade açoriana, Marco Andrade, em declarações à agência Lusa.

Marco Andrade disse que a possível redução de alunos no período 2014/2015 "será resultado de alguns fatores”, nomeadamente “a subida das propinas” aprovada em julho em Conselho Geral, que já estava prevista no Plano de Recuperação Financeira, e a alteração da modalidade de pagamentos, que “foi reduzida” para quatro prestações.

"Aacima de tudo, a redução do número de alunos será consequência mais visível do início de ano letivo conturbado que ocorreu em 2013/2014 e que trouxe um certo clima de desconfiança. Espero que seja um pouco atenuado com as mudanças que já foram ocorrendo ao longo deste ano letivo derivado da nova equipa reitoral [eleita em fevereiro]", disse.

O aumento de propinas, em regra de 40 euros, foi aprovado em julho em Conselho Geral, tendo o reitor, João Luis Gaspar, justificado que este acréscimo era necessário e realçado que, no entanto, existem apoios sociais que minimizam o seu impacto.

"É um aumento que decorre dos efeitos da inflação, que se situa nos 3%, acrescido de um montante na ordem dos dez euros, mas no ano passado a Universidade dos Açores não impôs sequer o valor da inflação", disse na altura João Luís Gaspar.

O presidente da associação académica frisou que não é "100% a favor" desta subida, mas admitiu ser uma necessidade para um aumento da captação de receitas.

“Sendo as propinas uma das grandes fontes de receitas das instituições de ensino superior, obviamente que a Universidade dos Açores, para não incorrer no mesmo erro que incorreu no ano letivo passado, optou por esta via. Não sou 100% a favor, no entanto, é necessário frisar que ocorreu um aumento substancial dos montantes disponíveis para atribuição de bolsas, no global, a nível do ensino superior”, referiu.

No entanto, "uma coisa não vem compensar a outra, mas sempre há esta atenuante", disse ainda, afirmando que o ensino superior "continua a ser só para quem tem uma situação financeira estável, porque infelizmente os custos são um bocado elevados, ainda para mais se o estudante tiver que se deslocar".

Marco Andrade lembrou ainda o início "conturbado" do ano letivo 2013/2014, com alguns curso a arrancarem a meio gás, por falta de professores.

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