Assembleia da Madeira aprovou orçamento da região para 2015

Assembleia da Madeira aprovou orçamento da região para 2015

 

Lusa/AO Online   Nacional   11 de Dez de 2014, 11:45

A Assembleia Legislativa da Madeira aprovou esta quinta-feira na generalidade com os votos do PSD e do deputado independente as propostas de Plano e Orçamento do Governo Regional para 2015, rejeitadas por todos os partidos da oposição.

 

A votação foi ainda marcada por uma declaração de voto do deputado e vice-presidente da Assembleia Legislativa Miguel de Sousa que, apesar de ter votado favorável, quis sublinhar que o orçamento para 2015 (OR 2015) "deveria ser apenas elaborado e aprovado no quadro do processo político que resultasse das eleições internas no PSD-M e da solução de governo que dai resulte".

Miguel de Sousa considerou ainda que "não viria nenhum mal" à região por esta passar a ser gerida "em regime de duodécimos por dois ou três meses".

No debate, o líder parlamentar do PSD/Madeira, Jaime Ramos, disse que o programa do governo regional foi condicionado pelo plano de ajustamento imposto pela República, num "ato de chantagem política para com os madeirenses".

O deputado considerou que "os responsáveis políticos da Republica continuam a tratar a Madeira como se se tratasse de uma colónia", censurando o tratamento diferenciado dado aos Açores.

Entre outros aspetos, o líder parlamentar destacou a importância do Centro Internacional de Negócios (CINM) para a economia regional, defendendo que "não se deve renovar a sua concessão a privados", falou da necessidade da revisão da política das operações portuárias e da importância de resolver o problema dos transportes aéreos e desvalorizou a questão das ligações marítimas.

O deputado e líder do CDS/PP-M, José Manuel Rodrigues, considerou que o momento de debate do OR2015 era "o final de um regime político, um final triste porque o governo já não governa e o presidente já não manda", apontando que se "assiste à queda do regime laranja (...) e o desencanto dos madeirenses é total, que nem sequer as iluminações de Natal dão alegria".

O presidente do PS-M, Vítor Freitas, referiu que esta "é a última vez que o atual presidente do Governo se apresenta nesta casa [parlamento regional] com um orçamento, mas pela primeira vez traz consigo uma demissão com data anunciada", mas a saída "não resolve por artes mágicas os problemas da Madeira" e revelou já estar a "negociar com o secretário-geral do PS um compromisso" entre as estruturas regional e nacional do partido.

José Manuel Coelho (PTP) opinou que a Madeira assiste "ao canto do cisne do regime jardinista" e Roberto Vieira (MPT) criticou o orçamento, e defendendo estar "na altura de testar outros modelos, outras orientações, outros projetos".

Já Edgar Silva (PCP) afirmou que "a um mês de cessar funções, este governo não tem mais nada para apresentar a esta região que não seja a continuação do roubo aos trabalhadores e ao povo".

Agnes Freitas (PAN) considerou que o "ter mais olhos que barriga" do Governo Regional "está a levar os madeirenses a viverem numa região do faz-de-conta" e que um dia terão de entregar "os anéis e os dedos quando forem obrigados a voltar à realidade" e Hélder Spínola (PND) afirmou não ser possível "mudar políticas sem mudar os protagonistas".


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