ASJP acusa bastonário de desconhecer realidade dos Açores


 

Lusa / AO online   Regional   19 de Jan de 2010, 10:10

A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) considerou segunda-feira que o bastonário da Ordem dos Advogados demonstrou "profundo desconhecimento da Justiça nos Açores" ao questionar a elevada taxa de reclusão na ilha de S. Miguel.
"Há razões de ordem sociológica, demográfica e geográfica" desconhecidas do bastonário que explicam o facto de, na mais populosa ilha açoriana, existir um maior número de detidos face à população residente do que em outras regiões, afirmou à agência Lusa o juiz Moreira das Neves, responsável da ASJP nos Açores.

O bastinário dos advogados, Marinho Pinto, em declarações proferidas sexta-feira em Ponta Delgada, considerou "inadmissível" a elevada taxa de reclusão em S. Miguel, desafiando os magistrados a reflectirem sobre a situação.

Na altura, o bastonário salientou que existe em S. Miguel uma taxa de reclusão de cerca de 400 por cada 100 mil habitantes, contra uma média nacional de 130 por 100 mil e europeia de 81 para 100 mil residentes.

"Quem está cá sabe o que se passa e o bastonário deveria informar-se" sobre as circunstâncias específicas da região antes de se pronunciar, frisou Moreira das Neves.

Nesse contexto, o responsável da Associação Sindical dos Juízes Portugueses nos Açores destacou, entre outras questões, a "elevada taxa de reincidência" entre os reclusos de S. Miguel.

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