Artur Lima denuncia "excesso de trabalho" imposto aos funcionários da RIAC

Artur Lima denuncia "excesso de trabalho" imposto aos funcionários da RIAC

 

Lusa/AO online   Regional   24 de Ago de 2012, 15:17

O presidente do CDS-PP nos Açores, Artur Lima, denunciou o "monstruoso" excesso de trabalho imposto aos funcionários da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC), que estão a desempenhar funções para os quais não têm formação.

"Aquele que foi um bom instrumento do governo do PS, de grande utilidade para os cidadãos, está a transformar-se gradualmente num pesadelo para os cidadãos e para os funcionários", afirmou Artur Lima, numa conferência de imprensa em Angra do Heroísmo, salientando que o excesso de trabalho dos funcionários está a ter consequências ao nível do atendimento.

O líder regional do CDS-PP salientou ainda que os funcionários da RIAC, uma rede de balcões que está espalhada por todo o arquipélago, estão a desempenhar funções que são da responsabilidade dos hospitais.

"É um atentado à dignidade da pessoa humana colocar um funcionário administrativo a ligar para doentes inscritos em listas de espera cirúrgicas pelo seu médico, a perguntar se querem continuar na lista de espera", afirmou, salientando que "quem deve reobservar o doente, reavaliar a sua situação clínica e decidir se deve estar na lista de espera é o médico".

Artur Lima considerou que o contacto da RIAC com os doentes só pode ser encarado como uma "medida de poupança", acusando o executivo regional socialista de não ter dinheiro "para executar cirurgias no Serviço Regional de Saúde".

"Eu disse no dia 21 de fevereiro que a dívida da saúde rondaria 1.000 milhões de euros. Esse número está absolutamente confirmado pelo Governo Regional, que assumiu já algumas dívidas no memorando de entendimento que fez com a República", salientou.

Artur Lima frisou ainda que, devido à retirada dos técnicos da Segurança Social das Casas do Povo, "os funcionários da RIAC até têm de processar o pagamento do COMPAMID (apoio a idosos para aquisição de medicamentos) e de comparticipações médicas, sem perceberem como, porque não tiveram formação".


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