Arte do século XVII a 2012 na primeira exposição do Arquipélago

Arte do século XVII a 2012 na primeira exposição do Arquipélago

 

Lusa/AO online   Cultura e Social   22 de Mai de 2015, 18:44

A primeira exposição do Arquipélago - Centro de Centro de Artes Contemporâneas, nos Açores, inaugurada esta sexta-feira, conta com 95 obras, criadas entre o século XVII e 2012, para permitir "ativar um conhecimento mais alargado sobre o mundo".

"[A exposição] Vai ativar, do meu ponto de vista, um conhecimento mais alargado sobre o mundo que nos rodeia", afirmou o curador da exposição, João Valério, durante uma visita guiada aos jornalistas.

A exposição "Pontos Colaterais - Coleção de Arte Contemporânea Arquipélago, uma seleção" estará patente ao público a partir de hoje e até agosto no Arquipélago, na cidade da Ribeira Grande, ilha de São Miguel, com entrada gratuita, e reúne pintura, escultura, vídeo, desenho, fotografia e instalações.

"Acho que [o visitante] deve vir com os olhos abertos, com a maior expetativa, com espírito crítico também, mas deve vir munido de curiosidade, porque a partir daqui pode levantar alguns interesses", referiu João Valério, acrescentando que apesar de diferentes, "há correspondências entre as obras do passado e do presente" que estão expostas.

Segundo disse o curador da exposição, há duas temáticas presentes na exposição, dado que há obras do acervo da coleção de arte contemporânea do centro, mas também peças associadas ao culto do Espírito Santo em várias ilhas dos Açores.

Entre as peças expostas, destaque para uma coroa em prata, símbolo do Espírito Santo, datada de 1846 e que pertence ao Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, uma vara de mordomo do Império da Vila Nova, na Terceira, e uma pintura do século XVII intitulada "Anunciação", cedida pelo Museu das Flores.

A exposição começa no 'hall' de entrada do Arquipélago, onde está uma obra de José Nuno ca Câmara Pereira, denominada "Fogo Frio".

O Arquipélago -- Centro de Artes Contemporâneas, que foi inaugurado a 29 de março, dedica o mês de maio à temática do "re-encontrar", trabalhando os conceitos da "identidade, lugar e multiculturalidade", e inaugura hoje a sua primeira exposição.

A escolha do Espírito Santo como tema base para a primeira exposição do Centro de Artes Contemporâneas prendeu-se com o facto de se tratar de um elemento aglutinador de todo o arquipélago dos Açores e com o propósito deste equipamento artístico e cultural de tentar envolver as nove ilhas, criando uma referência à unidade cultural açoriana capaz de ativar a participação comunitária.

Entre os mais de 30 artistas selecionados para integrar esta exposição estão nomes como Ana Vieira, André Laranjinha, Bruno Pacheco, Catarina Botelho, Catarina Branco, Daniel Oliveira, Maria José Cavaco e Sofia de Medeiros.

Da inauguração da primeira exposição do Arquipélago consta, também, a distribuição gratuita de sopas do Espírito Santos e o concerto da fadista Gisela João.

O edifício do Arquipélago, com uma área útil de seis mil metros quadrados, teve obras de reabilitação, orçadas em 13 milhões de euros, que lhe valeram uma nomeação para o Prémio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe 2015.

O Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande, está aberto de terça-feira a domingo das 10:00 às 18:00, sem interrupção para almoço e com entrada gratuita.

O orçamento anual do Arquipélago é cerca de um milhão de euros.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.