Arrancou fase experimental do primeiro projeto de aquacultura no mar dos Açores

Arrancou fase experimental do primeiro projeto de aquacultura no mar dos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   16 de Nov de 2017, 14:43

A fase experimental do primeiro projeto de aquacultura no mar dos Açores foi esta quinta-feira apresentado na Ribeira Quente, concelho da Povoação, prevendo agora a produção de algas e, posteriormente, peixes.

“Na Ribeira Quente, temos duas estruturas para testar algas, testar diferentes profundidades, diferentes maneios da produção”, referiu o administrador-delegado da Aquazor, Paulo Serra Lopes, observando que “a costa dos Açores é magnifica” para esta atividade.

Segundo Paulo Serra Lopes, “cada estrutura experimental vai produzir entre 10 a 15 toneladas de algas, uma produção pequena, mas é aquela que permite fazer vários testes com várias espécies, com vários tipos de cultura”.

“Vamos ter dois anos de experiência para depois começar a sério com a produção”, declarou.

Paulo Serra Lopes adiantou que a empresa apresentou oito projetos, num investimento global de 2,5 milhões de euros.

“É um investimento grande, é um risco total”, comentou, explicando que não se consegue controlar o estado do tempo e do mar, mas declarou-se convicto de que foram tomadas “todas as precauções para o projeto resistir e ser um caso de sucesso”.

Além da Ribeira Quente, na ilha de São Miguel, a empresa tem projetos para Porto Martins (Terceira), Feteira (Faial) e admite alargar à ilha Graciosa.

Presente na apresentação do projeto, o presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, destacou que o investimento representa a “abertura de novos horizontes para a rentabilidade que o mar pode dar à região”.

“Este projeto corresponde e traduz bem aqueles que são os objetivos que presidem a esta aposta que o Governo Regional tem feito nesta área”, disse, exemplificando com a sustentabilidade ou “a integração das comunidades locais no desenvolvimento desses projetos”.

Para Vasco Cordeiro, esta “é uma garantia acrescida do seu impacto positivo na economia de cada uma das comunidades”.

“No que tem a ver com ‘offshore’, com aquacultura de algas nessa dimensão e também de peixe, este é um projeto inovador, traduz e dá execução prática a essa aposta que o Governo Regional faz na abertura deste novo setor no que tem a ver com o relacionamento com o mar”, acrescentou o chefe do executivo açoriano



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