Arquivos de Bruno da Silveira e Ernesto do Canto dos mais relevantes dos Açores

Arquivos de Bruno da Silveira e Ernesto do Canto dos mais relevantes dos Açores

 

Lusa/AO online   Cultura e Social   10 de Mai de 2018, 13:58

Documentos de Bruno da Silveira, de Raposo do Amaral e outro sobre os provedores das armadas de Ernesto do Canto são dos mais relevantes arquivos familiares para a história dos Açores, segundo a investigadora Rute Gregório.

A especialista em história e património arquivístico estará na próxima semana nas Canárias, num congresso sobre a herança cultural da Macaronésia, e explicou, em declarações à agência Lusa, que, no caso açoriano, estão em causa arquivos familiares considerados “fundamentais para a reconstituição histórica”, compostos por troca de correspondência entre figuras consideradas notáveis da vida política, social e cultural, bem como por fotografias e outros elementos.

“Há correspondência fundamental nos arquivos de família e pessoais relevando para a ação de algumas figuras de destaque da região no âmbito da política, da economia e da sociedade”, declarou.

A docente da Universidade dos Açores exemplifica com o arquivo de José Bruno Tavares Carreiro, de “grande importância cultural” face aos estudos que desenvolveu tendo por base Antero de Quental, bem como o pessoal de Montalverne Sequeira dotado de correspondência sobre o processo de afirmação do primeiro regime autonómico dos Açores.

“Existe informação associada aos arquivos de família e pessoais que não tem a ver apenas com a história mais restrita destas famílias mas com a atuação e influência de algumas figuras e dos debates que se geravam com estas no quadro da história dos Açores”, referiu a especialista.

Rute Gregório, que participa na próxima semana no congresso internacional “Herencia cultural y archivos de família en los archipiélagos de la Macaronesia”, em Tenerife, nas Canárias, destacou que o mais importante neste momento não é a documentação que estas famílias já depositaram nas instituições públicas mas sim aqueles arquivos que ainda são desconhecidos e que estas reservam para si, porque a consideram privada.

“Talvez o trabalho mais importante, neste momento, seja aproximarmo-nos destas famílias para valorizar este património e disponibilizar ao investigador este tipo de informação”, frisou.

Nos Açores, onde se “dá os primeiros passos nesta área”, tem sido feito por Rute Gregório e outros especialistas um trabalho que procura, numa primeira fase, identificar estes arquivos, saber onde existem e o que os compõem, por forma a organizá-los e disponibilizá-los aos investigadores.



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