Pescas

Armadores portugueses querem juntar-se à Espanha na renegociação do acordo com Marrocos


 

Lusa/AO online   Economia   28 de Dez de 2011, 17:05

Os pescadores transmitiram ao Governo que estão solidários com os espanhóis para encetar novas negociações e alcançar uma retificação do Parlamento Europeu quanto ao fim do acordo comercial com Marrocos, revelou a Associação de Armadores da Pesca Industrial.
Miguel Cunha, presidente da Associação de Armadores da Pesca Industrial, disse que os pescadores portugueses estão solidários com os espanhóis e adiantou que "o setor já transmitiu ao Governo o interesse de voltar a pôr de pé o acordo".

O dirigente sublinhou mesmo que há interesse nacional em alargar o número de licenças de pesca em Marrocos, assim a União Europeia o permita.

"Queremos sempre que possível potenciar as nossas oportunidades de pesca, porque queremos produzir", explicou Miguel Cunha, lembrando que, sendo o maior mercado do mundo de produtos da pesca, a "Europa é deficitária, importando 2/3 do que consome".

"Se a nossa frota europeia não produzir o que necessitamos e tiver cada vez mais entraves, as frotas concorrentes, como a China, a Correia ou a Rússia, irão querer substituir-se à frota europeia", alertou.

Apesar de estar otimista em relação à renovação do acordo "a partir de fevereiro", o presidente Associação de Armadores da Pesca Industrial disse que Portugal está numa posição privilegiada nas negociações, "dadas as relações institucionais" entre Portugal e Marrocos.

A comissão mista de pesca hispano-marroquina, formada por empresários de pesqueiros espanhóis e marroquinos, vão reunir-se a 11 de Janeiro em Barbate (Espanha), para analisar o veto da União europeia à renovação do acordo com Marrocos, noticiou hoje a Agência EFE.

A Confederação espanhola da Pesca (Cepesca) quer reunir-se com o respetivo ministro para pedir medidas de compensação "desde o primeiro dia da paragem obrigatória" dos pesqueiros em águas marroquinas.

Por outro lado, defende uma nova ronda negocial em Estrasburgo para levar o Parlamento Europeu a retificar o despacho ao ter decidido pôr fim ao acordo com Marrocos.

Portugal dispõe de 14 licenças de pesca para embarcações artesanais em Marrocos, além de uma quota de 1333 toneladas de pequenos pelágicos disponíveis para embarcações de arrasto.

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