Arte

Arco arranca em Madrid com presença açoriana

Arco arranca em Madrid com presença açoriana

 

Lusa/Ao On line   Regional   17 de Fev de 2010, 06:19

Os amantes da arte contemporânea em todas as suas manifestações, para todos os gostos e todos os ‘bolsos’ e mais ou menos arrojada, terão que estar a partir desta quarta-feira na capital espanhola, Madrid.

Três feiras de arte contemporâneo (ARCO, Art Madrid e Dearte) - com público, enfoque e tendências distintas - partilham o cenário cultural madrileno a partir desta quarta-feira, numa oferta que se consolida anualmente.

A veterana é claramente a ARCO que na sua 29.ª edição quer ser um barómetro da recuperação do setor artístico e cultural, continuando a vender-se como “uma feira de envergadura, de impacto, de ilusão.

A edição deste ano abre hoje as portas para as visitas profissionais, e o público (que este ano paga 32 euros pela entrada) poderá escolher entre qualquer dos últimos três dias, 19 a 21 de fevereiro.

Onze galerias portuguesas participam na edição deste ano, menos uma que na edição do ano passado, onde a presença portuguesa se caracterizou por um apoio do Ministério da Cultura através de um “seguro de actividade comercial”.

A presença portuguesa - a maioria de ‘repetentes’ na ARCO - inclui as galerias Arthobler, Baginski, Carlos Carvalho Arte Contemporânea, Cristina Guerra Contemporary Art, Fernando Santos, Filomena Soares e Fonseca Macedo.

Participam ainda as galerias Graça Brandão, Mário Sequeira, Reflexus Arte Contemporânea e a Vera Cortés Art Agency.

Em vez de um país, este ano a ARCO tem como convidada uma cidade - Los Angeles - com uma presença, através de 17 galerias e 60 artistas, que sairá do espaço da Feira de Madrid (IFEMA) para entrar em várias instituições madrilenas.

Noutro ponto de Madrid, mais especificamente na Casa do Campo, estará a 5.ª edição da Art Madrid onde estarão 65 galerias espanholas e internacionais, entre elas as portuguesas Perve, Art Lounge e Cordeiros.

Como acontece desde a primeira edição, a Art Madrid dará espaço para os artistas mais jovens e para a arte mais arrojada, com os promotores a esperarem que, apesar da crise, se repitam os sucessos do ano passado, quando as vendas e os visitantes aumentaram.

Virada principalmente para colecionadores, é o segundo evento em termos de espaço ocupado e do número de galerias, antecipando este ano cerca de 40 mil visitantes.

Os promotores insistem que o certame continuará a reger-se pelo princípio da “defesa da arte contemporânea espanhola”, procurando ser um “complemento às restantes ofertas de feiras de arte do país” que aposta particularmente na vertente “comercial, logo dirigido ao colecionador”.

Finalmente, a partir de quinta feira, estará também disponível a Feira Dearte de Madrid, que se oferece como um espaço de “arte acessível em termos económicos e intelectuais” e que se apresenta como uma resposta à “inquietude da sociedade civil”.

Para os responsáveis da Fundação Dearte, que promove este certame, trata-se de reunir num mesmo espaço “todos os agentes implicados na criação artística”.

Este ano estarão presentes mais de 200 artistas, de várias gerações, apresentados tanto por galerias como entidades culturais.

Como aconteceu em anteriores edições, volta a dar espaço a artistas individuais que queiram apresentar diretamente a sua obra ao público e que não tenham tido, por exemplo, oportunidade de o fazer através de galerias ou entidades culturais.

A aposta, como explicam os promotores do certame é oferecer “arte acessível, a preços acessíveis” que se aproxime “da gente normal que procura obras que entenda e queira levar para casa”.


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