Após 100 dias de Trump, mais de metade dos aliados da NATO continua sem embaixador dos EUA

Após 100 dias de Trump, mais de metade dos aliados da NATO continua sem embaixador dos EUA

 

Lusa/AO Online   Internacional   27 de Abr de 2017, 07:44

Cem dias depois de Donald Trump ter chegado à Casa Branca, os Estados Unidos continuam sem nomear embaixadores em várias dezenas de países, incluindo em mais de metade dos aliados da NATO, como é o caso de Portugal.

Em finais de dezembro de 2016, o então Presidente norte-americano eleito Donald Trump emitiu uma ordem “sem exceções” para que os embaixadores políticos designados pelo seu antecessor, Barack Obama, abandonassem os respetivos postos a 20 de janeiro, dia da sua tomada de posse em Washington.

A informação disponível no Departamento de Estado norte-americano e na American Foreign Service Association mostra que em mais de 40 países, das mais diversas regiões do mundo, e em várias organizações internacionais, como a NATO, União Europeia (UE), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) ou a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), os Estados Unidos ainda não estão representados ao nível de embaixadores.

À frente destas várias dezenas de representações diplomáticas, cujos embaixadores ainda não foram nomeados por Trump (onde estão incluídos países como Afeganistão, Austrália, Argentina, Índia ou Venezuela), estão atualmente encarregados de negócios.

Ao olhar para os 27 países-membros que ao lado dos Estados Unidos integram a Aliança Atlântica, 15 estão atualmente sem embaixador norte-americano. Entre estes países está Portugal, um dos 12 países fundadores da NATO.

O advogado de formação e de carreira Robert A. Sherman foi o embaixador dos Estados Unidos em Portugal até ao passado dia 20 de janeiro.

No início de janeiro, a embaixada norte-americana em Lisboa emitiu um comunicado a informar da partida de Sherman, “tal como é costume para todos os embaixadores políticos após o início de uma nova administração”, informando ainda que a ministra conselheira Herro Mustafa iria assumir o cargo de encarregada de negócios até que um novo embaixador fosse nomeado e chegasse a Lisboa.

Tal como os seus antecessores em Lisboa nas últimas duas décadas, Robert A. Sherman teve como característica ser um embaixador político e não um diplomata de carreira.

A par de Portugal, Alemanha, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Reino Unido e República Checa são os outros países aliados na NATO onde a posição de embaixador está “atualmente vaga”, como se lê na página na Internet do Departamento de Estado norte-americano e na lista disponível pela American Foreign Service Association, atualizada no passado dia 27 de março.

Segundo esta lista, Trump fez até ao momento seis nomeações para embaixadores (dois diplomatas de carreira e quatro embaixadores políticos).

Apenas duas foram confirmadas até à data pelo Senado (câmara alta do Congresso): David Friedman como embaixador em Israel e Nikki Haley como embaixadora junto das Nações Unidas.

As restantes nomeações são relativas às representações diplomáticas na China, República do Congo, Japão e Senegal/Guiné-Bissau.

Na semana passada, a imprensa norte-americana avançou com uma possível nova nomeação: Scott Brown para o posto de embaixador na Nova Zelândia.

 


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