Apoio domiciliário evita institucionalização precoce de idosos

Apoio domiciliário evita institucionalização precoce de idosos

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   18 de Jul de 2017, 12:49

Um estudo sobre o apoio domiciliário nos Açores conclui que este serviço constitui "uma importante barreira" à institucionalização precoce de idosos, porque 23,5% dos utentes assumiram que estariam institucionalizados se não beneficiassem desta valência.

 

Para o estudo, que caracteriza e avalia a satisfação dos utentes desta valência, da Secretaria Regional da Solidariedade Social, foram inquiridos 404 utentes o ano passado no âmbito do programa regional de reestruturação dos Serviços de Apoio Domiciliário e de Apoio aos Cuidadores.

Em abril, o grupo parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa Regional solicitou este documento, que também caracteriza o perfil dos utentes do apoio domiciliário, agora disponível no sítio na Internet do parlamento dos Açores.

De acordo com as conclusões, 95 das pessoas inquiridas (23,5%) apontaram o lar de idosos como solução para as suas necessidades, revelando, por outro lado, que se este serviço não existisse, cerca de 40% dos utentes recorreria, de alguma forma, à família.

Quanto à apreciação global do apoio domiciliário, cerca de 90% dos utentes considera-o bom ou muito bom. Apenas quatro utentes inquiridos o classificaram de mau ou muito mau.

Já 21,5% dos utentes apresentaram sugestões para o melhoramento dos serviços, nomeadamente o reforço das refeições, o alargamento deste apoio aos fins de semana, formação às funcionárias.

Tendo em conta que cerca de 25% dos utentes são totalmente dependentes, foi identificada a necessidade de criação de novos serviços que garantam o apoio necessário, sobretudo na área da higiene pessoal e o alargamento do serviço nas freguesias onde ainda não é assegurado.

Quanto à avaliação do serviço que lhe é diretamente prestado, 224 utentes (55,4%) dizem ser bom, 96 (23,8%) muito bom e 73 (18,1%) razoável. Três utentes (0,7%) classificam-no como mau e um muito mau.

A maioria dos beneficiários do apoio domiciliário nos Açores é mulher e viúva, sendo que grande percentagem vive só e, na vida ativa, era doméstica e com rendimentos, em média, reduzidos e provenientes de pensões.

O estudo adianta que no serviço domiciliário é a alimentação o apoio mais requisitado, seguindo-se a higiene pessoal.

Em 1989 existiam no arquipélago 11 serviços de apoio domiciliário com 360 utentes, passando a 40 em 2016, servindo 1.760 pessoas.

A ilha de São Miguel, a maior dos Açores, é a que dispõe do maior número (13) serviços, seguindo-se a Terceira (7). Santa Maria e Corvo têm uma instituição que presta este serviço.

Segundo a Secretaria Regional da Solidariedade Social, tutelada por Andreia Cardoso, as novas regras de financiamento desta valência promoveram um crescimento do nível de serviços prestados, garantindo, ao mesmo tempo, uma distribuição mais justa dos recursos públicos.

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