APAVT defende auto regulação no turismo


 

Lusa/AO On Line   Nacional   2 de Dez de 2010, 05:45

 O congresso da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT), que durou cinco dias, concluiu que a auto-regulação e a regulação no seio das associações "são mais eficazes" que a regulamentação do Estado.

O XXXVI Congresso Nacional da APAVT, que decorreu de 27 de novembro a 1 de dezembro no Funchal (Madeira) e que contou com a presença de cerca de 450 intervenientes do turismo, aprovou algumas conclusões e recomendações para o setor.

Segundo foi anunciado pelos responsáveis da APAVT na quarta feira à noite, o Congresso concluiu que "práticas de auto-regulação são manifestamente mais importantes do que a regulamentação forçada, pouco eficaz e conjuntural e que não estabiliza o mercado e não dá confiança aos consumidores".

Neste domínio concluiu ainda que "a regulação feita no seio das associações empresariais é também mais eficaz e eficiente do que a regulamentação do Estado".

Foram ainda aprovadas outras três conclusões, nomeadamente que "a aposta da operação e da distribuição portugueses no turismo da Madeira deve ser cada vez mais forte, premiando assim este destino e os esforços dos madeirenses em prol do turismo".

Para além disso, ouvidos os vários intervenientes, para a organização do congresso ficaram claras "as vantagens de se adotarem estratégias de consolidação ou, alternativamente, estratégias de foco de actividade e especialização".

Por último, para os mesmos ficou provado que "a distribuição do produto turístico via agências de viagens é mais vantajosa do ponto de vista do cliente e mais rentável no ponto de vista dos fornecedores".

Após cinco dias de trabalho, a direção da APAVT decidiu também fazer duas recomendações ao setor.

A primeira, "o Congresso recomenda aos operadores que "a oferta [turística], embora criteriosa em termos de destinos, de unidades 'all-inclusive', seja encarada como mais um fator de dinamização da actividade e que o Governo e Administração Pública, enquadrem este subsector no plano estratégico nacional de turismo".

Em segundo lugar ficou a mensagem de que a gestão das empresas deverá ser "cada vez mais profissional, mais pró-ativa, mais responsável e com maior e mais rápida capacidade de adaptação às exigências do mercado em cada momento".


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