António Guterres entre os homenageados no Dia da Região dos Açores

António Guterres entre os homenageados no Dia da Região dos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   4 de Mai de 2016, 13:26

O antigo primeiro-ministro António Guterres, o bispo emérito de Angra, o embaixador Nuno Brito e o jogador do Benfica Eliseu estão entre as personalidades homenageadas no Dia da Região, no dia 16 de maio.

 

A proposta de resolução teve hoje o parecer favorável e unânime da Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho, que reuniu na delegação de Ponta Delgada da Assembleia Legislativa regional, órgão onde a proposta vai ser votada na próxima semana em plenário.

O ex-primeiro-ministro e candidato a secretário-geral das Nações Unidas António Guterres vai ser distinguido com a Insígnia Autonómica de Valor, enquanto a Insígnia de Reconhecimento homenageia, entre outras pessoas, o bispo emérito de Angra, António de Sousa Braga, que liderou a diocese quase 20 anos, o jogador do Benfica Eliseu (natural da ilha Terceira) e o embaixador Nuno Brito.

António Guterres e Nuno Brito foram os nomes propostos ao parlamento regional pelo presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro.

Para Vasco Cordeiro, a ação de António Guterres “merece ser reconhecida publicamente no que diz respeito aos Açores”, pois foi “um dos impulsionadores da elaboração e aprovação da Lei de Finanças das Regiões Autónomas”, invocando, ainda, a “manifestação pronta e efetiva de solidariedade para com os Açores na sequência das várias intempéries e catástrofes naturais que assolaram” a região.

Quanto ao embaixador Nuno Filipe Alves Salvador e Brito, Vasco Cordeiro justificou a proposta com o trabalho “no âmbito do redimensionamento das forças norte-americanas” na base das Lajes, na Terceira.

No total, no Dia da Região vão ser homenageadas 26 pessoas (cinco das quais a título póstumo) e 12 instituições, que se distinguiram em diversas áreas, da cultura ao desporto, da política ao associativismo, contempladas também com as insígnias autonómicas de Mérito Profissional, Mérito Industrial, Comercial e Agrícola e Mérito Cívico.

Aos jornalistas, o presidente da Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho, Francisco Coelho, explicou que as insígnias honoríficas açorianas “obedecem a uma lei especial que visa designadamente que haja um largo consenso”, adiantando que os nomes foram propostos pela presidente da Assembleia Legislativa, Ana Luís, por um conjunto “muito vasto de deputados” e pelo chefe do executivo açoriano, que o fez pela primeira vez.

“É natural que esse consenso passe por um processo negocial informal, que é feito geralmente pelos líderes dos grupos e representações parlamentares, e a proposta que acaba por chegar a esta comissão é, sob esse ponto de vista, já uma proposta politicamente consensualizada”, referiu Francisco Coelho.

Questionado sobre a eventual banalização da atribuição das insígnias, face ao número de personalidades e entidades que anualmente são distinguidas, o deputado do PS declarou que as opiniões divergem neste assunto, realçando que os Açores têm “um conjunto de ilhas, um conjunto vasto de cidadãos, uma diáspora também muito significativa”.

Por outro lado, a região tem igualmente uma “grande participação social”, a que acresce um número “bastante significativo de instituições particulares de solidariedade social” ou de voluntariado, exemplificou Francisco Coelho.

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