António Costa reúne-se hoje com o PCP e na quinta-feira com o Bloco de Esquerda


 

Lusa/AO Online   Nacional   7 de Out de 2015, 12:28

O secretário-geral do PS reúne-se hoje às 18:00 com o PCP e na quinta-feira com o Bloco de Esquerda sobre o novo quadro parlamentar e formação do Governo, disse à agência Lusa fonte oficial dos socialistas.

Por ampla maioria, a Comissão Política Nacional do PS mandatou esta madrugada António Costa para se reunir com todas as forças representadas no quadro parlamentar, tendo em vista encontrar soluções de Governo.

A reunião de hoje com o PCP terá lugar na sede nacional dos comunistas, na Soeiro Pereira Gomes, em Lisboa, e o encontro com o Bloco de Esquerda está agendado para as 11:00 de quinta-feira.

No comunicado final da reunião da Comissão Política Nacional do PS, os socialistas pedem ao PCP e ao Bloco de Esquerda para que clarifiquem as suas posições sobre a existência de condições políticas para a formação de um novo Governo.

"Infelizmente, a maioria que expressou uma vontade de mudança ainda não se traduz numa maioria de Governo, nem se satisfaz no mero exercício de uma maioria negativa, apenas apostada em criar obstáculos, sem assegurar uma alternativa real e credível de Governo", refere o documento aprovado pelos socialistas.

No final da reunião, António Costa foi interrogado sobre o que pretende o PS com as reuniões com o Bloco de Esquerda e com o PCP e sobre a viabilidade de um acordo de Governo com estas forças à sua esquerda.

"Devemos falar com todas as forças políticas sem exceção. É sabido que há muitos meses, entre as deliberações do PS, está a recusa do conceito de arco da governação - um conceito que, negativamente, delimita quem são as forças políticas que podem participar em soluções governativas", apontou.

O secretário-geral do PS afirmou também que "nunca poderia ser indiferente" face às declarações do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, após as eleições, sobre a necessidade de formação de um Governo de esquerda.

Da mesma forma, António Costa disse que nunca poderia ignorar declarações proferidas pela porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, também já depois das eleições, reafirmando as condições para a formação de um executivo de esquerda.



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