António Costa quer valorizar regiões autónomas e defender autonomia regional

António Costa quer valorizar regiões autónomas e defender autonomia regional

 

Lusa/AO Online   Regional   2 de Set de 2015, 06:26

O secretário-geral do PS disse,nos Açores, que se for eleito o Governo da República terá como "prioridade" a valorização das regiões autónomas, acrescentando que a autonomia regional "nunca estará em causa".



"As regiões autónomas, ao contrário do que alguns dizem, não são um problema para o país, as regiões autónomas são um enorme recurso de Portugal e para a afirmação de Portugal no mundo", frisou António Costa, defendendo a necessidade de "valorizar a relação com as regiões autónomas".

O secretário-geral do PS falava, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, num jantar com militantes e apoiantes do partido.

António Costa lembrou o "contributo" do PS na constituição das autonomias regionais e no seu aprofundamento na Revisão Constitucional de 2004, salientando que o partido respeita a autonomia tanto no Governo como na oposição.

"Para nós a autonomia regional nunca esteve e nunca estará em causa. Nós não temos uma posição sobre a autonomia quando estamos no Governo ou quando estamos na oposição", frisou, acrescentando que sem autonomia regional, a democracia portuguesa "não seria a mesma".

Para o líder socialista, "Portugal precisa das regiões autónomas", porque elas conferem "profundidade atlântica", graças ao mar, e porque podem desenvolver a autossuficiência alimentar do país, já que os Açores, por exemplo, fornecem 30% do leite consumido em Portugal.

"É com as regiões autónomas que nós podemos ter uma gestão partilhada desse imenso recurso que está por aproveitar que é o mar, em particular a Região Autónoma dos Açores, que nos vai proporcionar uma das maiores plataformas continentais a nível mundial e vai oferecer ao país uma imensidão de recursos, que são uma grande oportunidade para todo o país e que, em conjunto com os Açores, temos de saber aproveitar", frisou.

António Costa acusou o atual Governo da República de ter afastado os Açores da gestão partilhada do mar, de ter deixado de financiar a Universidade dos Açores e de não ter defendido os produtores de leite perante o fim das quotas leiteiras, criticando ainda a postura do executivo nas negociações com os norte-americanos sobre a base das Lajes.

O secretário-geral do PS disse que é preciso "contar com o Governo da República" para "levar para a frente o Plano de Revitalização [Económica] da Ilha Terceira", apresentado pelo Governo Regional, alegando que o ativo da base das Lajes foi "posto em risco pela inação, pela incompetência e pela indiferença do atual Governo da República".

"Fico algo perplexo ao verificar que a cabeça de lista do PSD à Assembleia da República [pelos Açores] é nada mais nada menos que a secretária de Estado da Defesa de um Governo que nada fez e tudo deixou por fazer para defender aquilo que era essencial e que tudo tinha a ver com o Ministério da Defesa que era a permanência da base das Lajes aqui nos Açores", salientou.

António Costa disse que os candidatos do PSD pelo círculo eleitoral dos Açores "já perceberam que vão ser deputados", porque o próximo Governo, que o socialista acredita vir a liderar, terá "açorianos que honraram, que se batem e que se candidatam nas listas do PS".

"Venho aqui pedir encarecidamente que nos emprestem para os próximos quatro anos estar ao serviço não só dos Açores, mas estar ao serviço de todo o país, um dos melhores socialistas, um dos grandes governantes socialistas de sempre que é o Carlos César", afirmou.

António Costa disse que o programa dos socialistas apresenta "compromissos credíveis com as contas feitas", porque não há promessa que valha "perder a palavra".

O líder socialista sublinhou "quatro diferenças" do PS em relação ao PSD: o "virar a página da austeridade"; "a prioridade ao investimento no conhecimento e na inovação"; a "sustentabilidade da Segurança Social" e o "patriotismo na Europa".


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