Antigo ministro das Obras Públicas Mário Lino é ouvido hoje na comissão parlamentar

Antigo ministro das Obras Públicas Mário Lino é ouvido hoje na comissão parlamentar

 

Lusa/AO Online   Economia   14 de Dez de 2012, 06:13

O antigo ministro das Obras Públicas Mário Lino é hoje ouvido na comissão de inquérito às Parcerias Público-Privadas (PPP), estando em destaque três PPP: concessão oeste, metro sul do Tejo e a alta velocidade.

Esta é a segunda vez que Mário Lino é chamado à comissão parlamentar de inquérito às PPP, depois de ter sido ouvido, pela primeira vez, a 11 de outubro. Nessa altura, o ex-governante afirmou que a renegociação das PPP não vai poupar dinheiro ao Estado, considerando que "vai custar mais a fazer a reparação".

"Essa ideia de que, pelo facto de se retirar de uma concessão a responsabilidade do concessionário fazer manutenção se poupa dinheiro é errada, porque vai custar mais a fazer a reparação, ou então a estrada vai-se degradar”, afirmou o ex-governante.

Já esta semana foram ouvidos, em sede de comissão parlamentar, o antigo ministro das Obras Públicas João Cravinho e a ex-secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino.

Na terça-feira, João Cravinho recusou-se a assumir a paternidade da PPP do Metro Sul do Tejo, uma das que a maioria no parlamento considera mais ruinosa, frisando que apenas lançou o concurso internacional um mês antes de sair do Governo, a 28 de outubro de 1999.

Na quarta-feira, a antiga secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino disse, na mesma comissão parlamentar, que o Estado deve estudar um eventual resgate da concessão do metro sul do Tejo.

"É obrigação do Estado avaliar entre manter e resgatar a concessão. A solução do resgate não será a pior opção", disse a atual deputada do PS, acrescentando que é da "mais elementar prudência" avaliar neste momento, do ponto de vista do "sistema de transportes" e do ponto de vista económico, as vantagens de eventualmente resgatar a referida concessão.

Para Ana Paula Vitorino, a interrupção do projeto ferroviário de alta velocidade (TGV) foi um "profundo retrocesso" para a economia portuguesa: "Foi um profundo retrocesso para a nossa economia parar-se com este processo. Mas admito que é muito fácil fazer-se demagogia [em torno do TGV]", disse Ana Paula Vitorino.

A comissão de inquérito às PPP rodoviárias e ferroviárias resulta de duas iniciativas: uma do PSD e do CDS e outra do Bloco de Esquerda.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.