Antiga fábrica da baleia nos Açores recorda inauguração com exposição de gravuras

Antiga fábrica da baleia nos Açores recorda inauguração com exposição de gravuras

 

Lusa / AO online   Regional   16 de Ago de 2014, 11:37

A antiga Fábrica da Baleia do Porto Pim, na ilha do Faial, nos Açores, foi inaugurada a 30 de agosto de 1942 e, passados 72 anos, o atual museu vai celebrar a data com uma exposição de gravuras.

 

“Vamos inaugurar no dia da fábrica, que é 30 de agosto, uma exposição de gravuras do artista faialense Rogério Silva, em colaboração com o Museu de Angra do Heroísmo”, afirmou à Lusa Carla Dâmaso, do Observatório do Mar dos Açores (OMA), entidade que gere o atual museu.

A Fábrica da Baleia de Porto Pim, inicialmente propriedade da Sociedade Industrial Marítima Açoreana Lda., começou a ser construída em 1941 e em 1942 começou a laborar em fase experimental, tendo durante os 30 anos de laboração produzido 44 mil bidões de óleo, derivado de 1.940 cachalotes.

Com o declínio mundial da indústria baleeira, a fábrica acabou por fechar portas em 1974. O Governo Regional adquiriu todo o complexo fabril seis anos depois com objetivo de ali instalar o Departamento de Oceanografia e Pescas e uma escola de pesca, o que nunca se chegou a realizar.

Depois de quase duas décadas de degradação do edifício e da sua maquinaria, a fábrica, classificada como Imóvel de Interesse Público em 1984, foi alvo de obras de restauro e de beneficiação, passando o complexo industrial a funcionar como museu, para permitir a compreensão da importância histórica, económica e social da atividade baleeira nos Açores.

Além de uma exposição permanente, que conta com muita da maquinaria original e vários espaços onde decorriam as várias fases de processamento integral dos cachalotes, o museu tem patente, até ao final de setembro, a exposição “Lixo marinho, um problema global”.

“É uma exposição desenvolvida no âmbito de um projeto europeu, que funciona a partir da Universidade Nova da Lisboa, mas que foi produzida em colaboração com o OMA”, disse Carla Dâmaso, revelando que a partir de outubro esta exposição sobre o lixo marinho vai percorrer as restantes oito ilhas do arquipélago.

O museu, que funciona das 10:00 às 18:00, tem entrada gratuita até aos 12 anos, custando o bilhete por adulto três euros.

“Nós aqui na fábrica até 31 de julho - neste momento os visitantes de agosto ainda não estão contabilizados - tivemos cerca de 3.000 visitantes”, revelou a responsável, acrescentando que é preciso juntar ainda a esse número as 2.500 pessoas envolvidas nas várias atividades organizadas ao longo do ano.

Carla Dâmaso adiantou que uma das próximas atividades, que decorrerá entre 18 e 22 de agosto, é destinada a crianças entre os seis e os 12 anos e denomina-se “Biólogo marinho por uma semana”, atividade que por ter já ter esgotado o número de inscrições será repetida na primeira semana de setembro.

“Irão aprender o funcionamento das marés, experimentar e ver no campo que influência isso tem, por exemplo, nas populações de organismos marinhos. Temos também a preocupação com a parte mais de conservação do ambiente. Vamos ter o dia dedicado a uma espécie protegida e emblemática que são os tubarões”, explicou a responsável, acrescentando que o grande objetivo desta semana é estimular o gosto e interesse dos mais novos pela ciência.

O Observatório do Mar dos Açores é uma associação técnica, científica e cultural, sem fins lucrativos, criada em 2002 por 23 sócios fundadores ligados ao Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.

Desde 2004, O OMA fixou a sua sede na antiga Fábrica da Baleia, na cidade da Horta.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.