Anthímio de Azevedo marcou entrada da metereologia na informação pública, diz Costa Alves


 

Lusa/AO Online   Nacional   17 de Nov de 2014, 11:48

O meteorologista Costa Alves lembrou a "maneira muito especial" de comunicar do seu colega Anthímio de Azevedo, que morreu esta segunda-feira aos 88 anos, considerando que marcou "a entrada da meteorologia" na informação pública.

 

"Anthímio de Azevedo, com aquela maneira muito particular e especial de comunicar, é um marco da entrada da meteorologia na informação pública televisiva", disse Costa Alves à agência Lusa, lembrando que, quando se tornou meteorologista, foi recebido na profissão pela geração de que fazia parte Anthímio de Azevedo.

"Quando entramos sentimos o ambiente positivo gerado pelos que já estão na profissão, que nos abrem caminhos, que nos ensinam", acrescentou, adiantando que viria mais tarde a fazer equipa com Anthímio de Azevedo, nos serviços meteorológicos na estação de televisão privada TVI.

Dessa altura recorda "a sua maneira especial de ser, a forma como publicamente apresentava a sua análise dos acontecimentos meteorológicos, a sua expressividade e a capacidade de alcançar quem o via e ouvia", sublinhou.

Anthímio Azevedo morreu hoje aos 88 anos, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), considerando que o seu desaparecimento "deixa a meteorologia nacional de luto".

Anthímio José de Azevedo nasceu em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Açores, a 27 de abril de 1926.

Formando em Ciências Geofísicas pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, tornou-se um dos rostos mais conhecidos da televisão, tendo dado a cara pela meteorologia portuguesa na televisão pública nas décadas de 60, 70 e 80, segundo nota biográfica distribuída pelo IPMA.

Anthímio de Azevedo fez o seu percurso profissional no Serviço Meteorológico Nacional e no Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, antecessores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Nas décadas de 60 e 70 passou pela Guiné-Bissau, onde dirigiu os serviços meteorológicos da antiga colónia portuguesa e, posteriormente, como perito da Organização Meteorológica Mundial, coordenou a organização do novo serviço nacional de meteorologia e a formação dos seus quadros.

O último cargo institucional que ocupou foi o de diretor do serviço de meteorologia dos Açores.

Depois de aposentado, manteve a sua atividade de divulgação das previsões meteorológicas, nomeadamente na estação privada de televisão TVI (1992 - 1996).

Dedicou-se ainda à escrita e tradução de livros científicos, com foco na meteorologia e climatologia e interesse particular pelos fenómenos de tempo adverso e mudanças climáticas.



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