Ano letivo nos Açores vai arrancar "sem sobressaltos" e com menos alunos

Ano letivo nos Açores vai arrancar "sem sobressaltos" e com menos alunos

 

Lusa/AO Online   Regional   2 de Set de 2014, 07:47

O ano letivo 2014/2015 vai arrancar nos Açores "sem sobressaltos" e com os professores necessários colocados, no dia 15 de setembro, anunciou o secretário regional da Educação e Cultura, sem a contestação dos sindicatos.

 

As aulas começam no dia 15 de setembro em oito ilhas e a 16 na ilha Terceira, onde há tolerância de ponto na segunda-feira, devido à festa de Nossa Senhora dos Milagres, na Serreta.

"É a nossa convicção de que o ano letivo abrirá no dia 15 de setembro em oito ilhas do arquipélago e no dia 16 nas ilhas todas, sem sobressaltos com os professores colocados nos seus devidos lugares", frisou Avelino Meneses.

À saída de uma reunião com o secretário regional da Educação, os representantes dos dois sindicatos de professores dos Açores não identificaram também problemas ao arranque do novo ano letivo.

"Estão criadas as condições para que o ano possa arrancar na data que está previsto arrancar com estabilidade e com os docentes que estão já colocados", frisou José Pedro Gaspar, do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA).

Também António Lucas, do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA), disse acreditar que as aulas vão começar com todos os docentes colocados.

"Tínhamos algumas dúvidas sobre a exequibilidade de fazer tantos concursos num período de tempo tão curto. Foi conseguido de forma bastante satisfatória", salientou.

O novo ano letivo tem provisoriamente inscritos 40.467 alunos em todos os graus de ensino nas escolas públicas dos Açores, menos 376 do que no ano letivo anterior, mas o secretário regional desdramatizou a redução de estudantes.

"O número de alunos inscritos é menor do que no ano passado, porque a demografia hoje em dia não nos ajuda. Todavia, essa diminuição não é particularmente significativa", frisou.

Apesar de estar prevista a colocação de professores atempadamente, o SDPA voltou a reivindicar a abertura de mais vagas para a integração de docentes contratados nos quadros das escolas, à semelhança do que está a ser feito no continente.

"O diploma do continente criou no regulamento do concurso regras que respondem de uma forma clara e perentória à diretiva comunitária, nomeadamente na resposta que deu na consideração de que por cinco anos de contratação ou quatro de renovação implica a integração do docente com vínculo", frisou.

No entanto, Avelino Meneses salientou que a tutela só vai abrir vagas para os quadros quando houver um contratado que esteja a "suprir as necessidades permanentes do sistema".

"Nós não vamos acabar com contratados no sistema educativo regional. Continuará a haver contratados, até para suprir necessidades que resultam do facto de transitoriamente muitos docentes estarem deslocados das escolas no exercício de outras funções", realçou.

Segundo o secretário regional, uma primeira avaliação da tutela apontou para a necessidade de 300 vagas para suprir as necessidades permanentes do sistema educativo regional, mas só daqui a três anos será possível concluir se esse número se aproxima da realidade.

"Só vamos poder fazer as contas no fim, quando efetivamente abrirmos e encerrarmos os três concursos extraordinários previstos", frisou.

O primeiro concurso extraordinário, realizado este ano, traduziu-se na inclusão de mais 73 professores contratados e, segundo Avelino Meneses, "só não se traduziu na inclusão de 83, porque para o ensino artístico não surgiram candidatos".


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