Ano de 2016 está a ser o mais violento para os jornalistas do Afeganistão

Ano de 2016 está a ser o mais violento para os jornalistas do Afeganistão

 

Lusa/AO online   Internacional   12 de Jul de 2016, 18:03

O ano de 2016 tem sido o mais violento para os 'media' afegãos, com 10 jornalistas mortos no primeiro semestre, segundo um relatório de uma organização não-governamental divulgado na segunda-feira.

 

O Comité de Segurança para os Jornalistas Afegãos (AJSC, na sigla em inglês) divulgou na segunda-feira os dados de entre janeiro e junho, que evidenciam 54 casos de violência sobre jornalistas afegãos, com um aumento de 38 por cento em relação ao período homólogo.

Os casos recolhidos no relatório incluem assassínios, detenções, ataques e atos de intimidação, na maioria praticados por “indivíduos ligados ao Governo”, que foram responsáveis por 21 casos.

No relatório concluiu-se que 16 casos foram praticados por talibãs, o que representa um aumento da violência dos opositores das forças governamentais.

Em janeiro, sete funcionários do canal televisivo Tolo foram mortos num ataque suicida talibã, que o grupo preparou como vingança pela propaganda negativa de que é alvo.

O AJSC diz ainda que o número de mulheres jornalistas diminuiu, numa altura em que a segurança no país está a piorar.

“Atualmente, a presença das mulheres nos media está muito limitada a áreas urbanas”, escreve o relatório. “As mulheres mantiveram papéis mais fracos em secções de liderança e de notícias, destacando uma reversão da presença e crescimento qualitativo das mulheres nos media”.


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