Ángel Gurría à frente da OCDE durante mais cinco anos

Ángel Gurría à frente da OCDE durante mais cinco anos

 

Lusa/AO online   Economia   26 de Mai de 2015, 11:59

O mexicano Ángel Gurría vai manter-se à frente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) durante mais cinco anos, decidiu o Conselho de Governo da organização.

 

O ex-ministro das Finanças e dos Negócios Estrangeiros do México, que assumiu a liderança da OCDE pela primeira vez em junho de 2006, vai manter o cargo como máximo responsável daquela organização com sede em Paris até 2021.

Gurría, de 65 anos, foi apoiado por unanimidade pelos 34 membros da organização, os quais, segundo o comunicado da OCDE, valorizam o seu trabalho a favor de uma instituição "mais relevante e aberta".

Segundo o comunicado, sob a liderança de Gurría, a OCDE aumentou o alcance global na fixação de modelos em âmbitos como o dos impostos, a concorrência ou o investimento e o organismo tornou-se mais diversificado, com a entrada de países como o Chile, a Estónia, Israel ou a Eslovénia.

Outros como a Colômbia, a Costa Rica ou a Lituânia iniciaram o processo de adesão e países como o Brasil, a China, a Índia, a Indonésia ou a África do Sul participam em algumas das principais atividades da organização.

A OCDE reconheceu que durante o tempo em que Gurría esteve à frente da OCDE foi lançado um programa regional no sudeste asiático e foi fomentado o trabalho com os países do Médio Oriente e o Norte de África (MENA), Europa Central e de leste, África e América Latina.

O comunicado adianta que Gurría fez com que o bem-estar da população fosse posto no centro dos esforços da OCDE e fomentou a criação de um conjunto de ferramentas para medir o impacto das reformas económicas, sociais e de meio ambiente.

"Sinto-me honrado pela confiança que os membros exprimiram e estou desejoso de continuar a transformar a organização", sublinhou Gurría, que em 2006 substituiu o canadiano Donald Johnston como máximo responsável da organização que agrupa os 34 países mais desenvolvidos do planeta.

Gurría apresentou um programa resumido em 21 propostas, que incluem a vontade de converter a OCDE num organismo "mais útil" para os países membros.

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