Anacom diz promover "entendimento no transporte aéreo" de correio de e para os Açores

Anacom diz promover "entendimento no transporte aéreo" de correio de e para os Açores

 

Lusa/AO online   Regional   6 de Mar de 2018, 17:17

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) afirmou esta terça-feira estar a promover o "entendimento no transporte aéreo de correio de e para a Região Autónoma dos Açores", questão que tem levantado polémica entre políticos, transportadoras aéreas e os CTT.

"O transporte aéreo de correio de e para a Região Autónoma dos Açores está assegurado. A TAP e a SATA comprometeram-se a dar resposta a esta necessidade numa reunião promovida pela Anacom em que estiveram presentes, além de representantes das duas companhias áreas, a ANAC, o diretor regional dos transportes dos Açores e os CTT", diz nota hoje enviada às redações pelo regulador.

A reunião em causa, diz a Anacom, decorreu na semana passada, foi conduzida pelo presidente da instituição, João Cadete de Matos, e "visou pôr fim às dificuldades que têm afetado o transporte de correio no âmbito do serviço postal universal de e para a Região Autónoma dos Açores, em risco de ser interrompido, com graves consequências para os consumidores e para a economia da região".

Na origem desta reunião estavam reclamações dos CTT sobre a alegada falta de capacidade de carga por parte dos atuais operadores de transporte aéreo no fluxo entre o continente e os Açores.

"A reunião permitiu concluir que a SATA e a TAP poderão assegurar uma resposta eficaz e completa às necessidades de transporte aéreo no fluxo entre o continente e a Região Autónoma dos Açores, associadas ao cumprimento das obrigações de serviço postal universal, em condições comerciais que terão que ser negociadas entre as partes", vinca a Anacom.

Recentemente, o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, definiu como "injustas e hipócritas" as críticas feitas ao executivo que lidera e à SATA sobre o serviço dos CTT no arquipélago.

"Um dos episódios mais recentes em que se exige à SATA, e já agora, ao Governo Regional, que resolva, tem a ver com o mau serviço prestado pelos CTT às açorianas e açorianos. Trata-se do exemplo acabado de uma crítica injusta e hipócrita", afirmou no mês passado o líder do executivo açoriano.

Vasco Cordeiro sustenta que "a SATA está a colaborar com os CTT e garante que, em cada um dos voos que partem de Lisboa com destino aos Açores, há disponibilidade de acomodar 250 Kg de correio".

E concretizou: "Para termos uma ideia mais concreta da relação entre esta oferta e a procura, podemos dizer que, nos últimos três meses, e, portanto, incluindo o natal, a média, repito, média, por voo ficou abaixo dessa quantidade, em concreto, a utilização foi de 240 Kg".

PSD e CDS-PP, partidos da oposição, haviam sido críticos para com o executivo socialista sobre os CTT e os seus problemas na região, assumidos recentemente pelo presidente executivo da empresa.

O presidente executivo dos CTT, Francisco de Lacerda, esteve recentemente no parlamento e admitiu na ocasião que a empresa tem "um problema sério nos Açores" que tem a ver com os transportes.

"É um drama que vivemos, temos chamado a atenção de todas as entidades", disse, explicando que muitas vezes a Força Aérea "faz o favor de levar o saco do correio", uma vez que a empresa não consegue espaço na TAP ou SATA.



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