Amnistia Internacional premeia Ai Weiwei e Joan Baez


 

Lusa/AO online   Internacional   21 de Mai de 2015, 17:14

A organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional (AI) atribuiu o seu Prémio Embaixador de Consciência ao artista dissidente chinês Ai Weiwei e à cantora e compositora norte-americana Joan Baez.

 

Este prémio, o maior que a (AI) atribui e que será hoje entregue em Berlim, numa cerimónia com início às 18:00 TMG (19:00 de Lisboa), distingue "aqueles que demonstraram excecional protagonismo na luta pelos direitos humanos, através da sua vida e do seu trabalho".

O secretário-geral da organização sediada em Londres, Salil Shetty, classificou os dois artistas como "uma inspiração para milhares de ativistas pelos direitos humanos, da Ásia à América e além".

A AI queria "prestar homenagem a Joan Baez, que está connosco, e a Ai Weiwei, que não está, porque não pode estar connosco", disse em conferência de imprensa Bill Shipsey, fundador e diretor do programa Art for Amnesty.

Ai Weiwei, de 57 anos, o mais célebre artista contemporâneo da China, está proibido de viajar para o estrangeiro depois de diversos conflitos com as autoridades chinesas por causa das suas críticas à corrupção em cargos públicos e à repressão política.

O designer do estádio olímpico de Pequim desentendeu-se com os líderes chineses depois do sismo de Sichuan, em 2008, altura em que culpou a corrupção política por falhas estruturais nas escolas onde milhares de crianças morreram.

O pintor, escultor, fotógrafo, cineasta e ativista social, foi severamente espancado pelas forças de segurança em 2010 e novamente detido em 2011, durante 81 dias.

Enquanto as suas instalações artísticas no estrangeiro atraem multidões e elogios em todo o mundo, o artista permanece em casa, sob apertada vigilância.

"Através do seu trabalho, Ai Weiwei recorda-nos de que o direito de cada pessoa a expressar-se deve ser protegido -- não apenas para o bem da sociedade, mas também pelo da arte e da humanidade", sustentou Shetty em comunicado.

A cantora e compositora de música 'folk' Joan Baez, de 74 anos, foi distinguida por "ter dedicado a maior parte da sua vida ao ativismo contra a violência e em defesa dos direitos civis e humanos", indicou a Amnistia.

A AI recordou que Baez se juntou aos desfiles pelos direitos civis com Martin Luther King Junior, protestou contra a Guerra do Vietname e a pena de morte e pelos direitos dos trabalhadores rurais imigrantes na Califórnia e dos homossexuais.

"O pacifismo é a base de tudo o que fiz na minha vida", disse Joan Baez na conferência de imprensa.

Por sua vez, Shetty concordou, afirmando que "com a sua espantosa voz e o seu firme empenho a favor dos protestos pacíficos e de direitos humanos para todos, Joan Baez tem sido uma formidável força a favor do bem ao longo de mais de cinco décadas".


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