Amnistia denuncia retrocesso nos direitos humanos na Indonésia após execuções

Amnistia denuncia retrocesso nos direitos humanos na Indonésia após execuções

 

AO/Lusa   Internacional   18 de Jan de 2015, 09:33

A Amnistia Internacional classificou domingo como um retrocesso para os direitos humanos na Indonésia a execução de seis condenados por tráfico de droga, incluindo de um brasileiro, no país atualmente sob a liderança de Joko Widodo. "Este é um grave passo atrás num dia muito triste. A nova administração tomou posse com a promessa de fazer dos direitos humanos uma prioridade, mas a execução de seis pessoas faz desses compromissos letra-morta

 

Estas foram as primeiras seis de 20 execuções que o governo indonésio planeia levar a cabo este ano, depois de em 2014 não realizado nenhuma.

Rupert Abbott instou o governo indonésio a “suspender o plano de matar mais pessoas” e lamentou que o Executivo tenha mudado de direção depois dos “passos positivos” dados no país nos últimos anos.

“O uso da pena de morte em casa faz com que os esforços do governo para evitar execuções de indonésios no estrangeiro sejam hipócritas. A Indonésia deve impor uma moratória à pena de morte com vista à sua abolição”, acrescentou Abbott em comunicado.

Além do Brasil, os cidadãos estrangeiros eram originários da Holanda, Vietname, Malawi e Nigéria e foram todos executados por um pelotão de fuzilamento, noticiou a AFP.

O cidadão brasileiro é Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, instrutor de voo livre, que foi condenado por tráfico de drogas em 2013.

Os condenados, entre eles, um cidadão indonésio, foram executados por fuzilamento na prisão de Nusakambangan às 00:30 horas de domingo (17:30 de hoje em Lisboa), segundo o portal Merdeka.com.

Uma cidadã vietnamita foi executada na prisão de Boyolali, pelas 00:00, de acordo com a televisão local TVOne.

Uma fonte da embaixada do Brasil em Jacarta disse à Lusa que no final da manhã de domingo (madrugada de Lisboa), realiza-se uma cerimónia antes da cremação do corpo do cidadão brasileiro, num local próximo da prisão.

A cerimónia contará com a presença de uma tia do brasileiro, que se deslocou à prisão para passar o sábado com o condenado, e um representante da embaixada.

 


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