Amazónia morre mais depressa


 

Lusa/AOonline   Internacional   23 de Dez de 2007, 10:16

A ministra do Ambiente brasileira, Marina Silva, confirmou  em Brasília que a destruição da selva amazónica aumentou dez por cento, entre Agosto e Novembro, face ao mesmo período de 2006.
 A ministra fez esta declaração na presença do Presidente Luís Inácio Lula da Silva, no Palácio da Alvorada.

    "A notícia não pode ser considerada um presente de Natal para o Presidente Lula", disse a ministra, acrescentando, enigmaticamente, de que se trata pelo de "um castigo para a sociedade", sem explicar, no entanto, por que motivo a sociedade brasileira merece tal castigo, como sublinhou a imprensa.

    Dando razão ao que tem sido denunciado pelos ecologistas, o director-geral do Serviço Florestal brasileiro, Tarso Rezende de Azevedo, que estava presente na reunião da ministra com Lula da Silva, explicou que o crescimento da destruição das matas, se pode dever "ao avanço do cultivo de soja, cana de açúcar e da agropecuária nas áreas da selva", algo que o presidente Lula tinha desmentido em várias reuniões internacionais.

    No mesmo dia em que a ministra deu a má notícia, o chefe de Estado brasileiro assinou um decreto destinado a combater a destruição da selva.

    O decreto prevê a criação de uma lista negra dos municípios com maiores índices de destruição da selva, o embargo de terras em que se detectem crimes contra o ambiente e multas pesadas para os que adquiram, intermedeiem, transportem ou comercializem produtos de fazendas embargadas.

   
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