Amado diz que Europa está mais forte depois da presidência portuguesa

Amado diz que Europa está mais forte depois da presidência portuguesa

 

Lusa/AO   Internacional   18 de Dez de 2007, 09:54

O ministro dos Negócios Estrangeiros e ainda presidente em exercício do Conselho de ministros da União Europeia, Luís Amado, considerou hoje em Bruxelas que a Europa está mais forte após a presidência portuguesa.
"Creio que definimos bem o conceito para a nossa presidência no âmbito da política externa com a ideia «Uma Europa mais forte para um Mundo melhor», e creio que, no final da presidência portuguesa, a Europa está mais forte, sobretudo do ponto de vista da sua capacidade institucional para gerir os grandes problemas com que se confronta na agenda internacional", declarou.

    Amado falava no Parlamento Europeu, onde, hoje, vários elementos do Governo de Lisboa, incluindo o primeiro-ministro José Sócrates, passam em revista, numa sessão plenária extraordinária e em diversas comissões parlamentares sectoriais, os resultados alcançados pela presidência portuguesa da UE, que termina a 31 de Dezembro.

    O chefe da diplomacia portuguesa considera que "a presidência portuguesa deu um contributo muito importante para o relançamento do projecto europeu, recuperando alguns dos sectores essenciais em que a Europa estava perdida nos últimos anos".

    "A Europa precisava de encontrar o seu próprio ritmo do ponto de vista das suas reformas internas e o Tratado de Lisboa propicia esse quadro", apontou, acrescentando que já foi possível ver a mudança na recente Cimeira de chefes de Estado e de Governo dos 27, na passada sexta-feira, em Bruxelas.

    "Viu-se no ultimo Conselho Europeu um ambiente muito mais descontraído, um ambiente de coesão e de unidade que não tínhamos sentido no início do ano", comentou.

    Entre os principais resultados do semestre português na frente externa, a realização da II Cimeira UE-África, Amado sublinhou que "hoje é reconhecido" que foram alcançados na mega-reunião os objectivos que Lisboa se propôs.

    "Virou-se uma página na relação entre a UE e África, digam o que disserem", afirmou.

    Como único ponto menos positivo, Amado apontou a impossibilidade de aprofundar a relação com o Mercosul, ditada pelos calendários das negociações comerciais em curso, no quadro da ronda de Doha.

    "Gostaria de ter dado um passo mais ambicioso na relação com o Mercosul (…) mas o calendário da Comissão não se ajustou à ambição da presidência", disse, ressalvando que em tudo o resto a presidência cumpriu as suas ambições e deu "um forte impulso à agenda externa da União".

    Além de Amado, são muitos os ministros que ao longo do dia de hoje dão conta dos resultados da presidência perante as respectivas comissões parlamentares, designadamente Alberto Costa (Justiça), Mário Lino (Obras Públicas, Transportes e Comunicações), Mariano Gago (Ciência Tecnologia e Ensino Superior), Pedro Silva Pereira (Presidência), e Fernando Teixeira dos Santos (Finanças).

    À tarde, será a vez de o chefe de Governo e presidente em exercício do Conselho da UE, José Sócrates, fazer perante o hemiciclo o balanço da terceira presidência portuguesa da União Europeia, iniciada a 01 de Julho e que termina no próximo dia 31.
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