Alunos da Universidade dos Açores alertam para dificuldade no pagamento de propinas

Alunos da Universidade dos Açores alertam para dificuldade no pagamento de propinas

 

Lusa/AO Online   Regional   13 de Out de 2014, 13:55

Os alunos da Universidade dos Açores vão manter a sua assembleia-geral aberta, de forma permanente, a partir de hoje, em protesto contra as novas regras das propinas e do regime de estudante a tempo parcial.

“A única e principal medida, que foi decidida por unanimidade, na assembleia-geral de hoje, foi mantê-la aberta permanentemente, exercendo um diálogo bilateral com a reitoria”, declarou à agência Lusa, após quatro horas de reunião, o presidente da Associação Académica da Universidade dos Açores, Marco Andrade.

A reitoria da Universidade dos Açores mudou o as regras do pagamento das propinas, no atual ano letivo, que passaram de dez para quatro prestações de cerca de 250 euros cada, sendo que a primeira teve de ser liquidada até 30 de setembro.

Foi também alterado o regime de aluno a tempo parcial, sendo este também um motivo de contestação por parte dos estudantes.

O reitor da universidade, João Luís Gaspar, esteve hoje na assembleia-geral de alunos para explicar as alterações.

Os alunos vão agora enviar, na terça-feira, um documento ao reitor com a sua posição em relação às respostas dadas por João Luís Gaspar em assembleia-geral, explicou Marco Andrade, dizendo que “não houve um consenso a 100%” relativamente às questões que preocupam os estudantes.

“Nós conseguimos, de certa forma, obter alguma cedência por parte da reitoria no que concerne ao regime de estudante a tempo parcial, sem estar a sua posição 100% de acordo com o que nós queríamos”, declarou.

Segundo Marco Andrade, aquilo que “desagrada profundamente” aos estudantes é o fracionamento das propinas que, de acordo com o reitor, se manterá.

"Os alunos irão aguardar resposta [do reitor ao documento que lhe vão enviar na terça-feira] por escrito e assim sucessivamente, até que as reivindicações sejam aceites ou mutuamente acordadas", revela a associação académica, num comunicado entretanto divulgado.

João Luís Gaspar disse aos estudantes que estavam na assembleia-geral que o regime de aluno a tempo parcial foi alterado porque, de acordo com a legislação em vigor, “estava a ser mal aplicado” pela academia.

O reitor referiu que deste regime devem beneficiar apenas os alunos que necessitam de dar assistência a um familiar ou que o requeiram, por outra razão pessoal, mas de forma antecipada.

João Luís Gaspar admitiu, por outro lado, “avaliar” a possibilidade de ser estudada, em parceria com os alunos, a possibilidade de ser criado um regime específico para os finalistas com disciplinas penduradas, de forma a não serem penalizados no pagamento de propinas.

Já quanto às propinas, voltou a dizer que o novo modelo é para manter, afirmando que o orçamento de 2015 da universidade já está projetado nestes moldes.

João Luís Gaspar explicou que a Universidade dos Açores foi obrigada a captar mais verbas para as primeiras prestações na sequência do plano de reestruturação financeira que acordou com o Ministério da Educação.

O reitor sublinhou que “gostaria de não ter aumentado as propinas” e considerou, por outro lado, que “foi um erro” não terem tido uma correção em 2013, o que teria tornado o seu valor mais leve em 2014.

 



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