Alimentação

Alimentar inicia nova campanha com necessidade de alargar fontes de abastecimento

A três dias do início de uma nova campanha de recolha de alimentos, o Banco Alimentar pretende diversificar as suas fontes de abastecimento, já que a procura continua a aumentar


"Como temos mais pedidos, o que fazemos é ir procurar mais pontos de abastecimento", afirmou Isabel Jonet, admitindo que os produtos recolhidos nunca são suficientes.

Por isso, o Banco Alimentar decidiu antecipar para o próximo fim-de-semana a abertura de um novo posto na Madeira - cuja inauguração só está programada para julho –, através de um canal online.

Canal que estará integrado no portal www.alimenteestaideia.net - lançado há um ano - e que será reativado a partir de quinta-feira, como forma de chegar a mais pessoas, nomeadamente os emigrantes.

“Vai-se reativar o portal durante uma semana, entre 24 de maio e 03 de junho, em simultâneo com a campanha normal”, que recolhe produtos à entrada dos supermercados, referiu Isabel Jonet.

No ano passado, o portal passou a incluir o pagamento dos produtos doados através de cartão de crédito, “o que permite abranger muitos emigrantes”, sublinhou a presidente do Banco Alimentar.

“Isso fez com que na última campanha houvesse pessoas de 94 países que acederam ao portal on-line e tivemos doações de muitas pessoas de fora, que querem ajudar portugueses”, acrescentou.

A campanha online permitiu ainda “chegar a pessoas mais novas, que não vão às compras tradicionalmente, mas que utilizam a Internet como um veículo permanente no seu dia-a-dia e, portanto, usam esta plataforma para doar alimentos”, explicou.

Com estas novas formas de doar alimentos, o Banco Alimentar procura responder a uma pressão cada vez maior do lado da procura.

“Há mais instituições a pedir ajuda e as instituições têm, também elas, muitos mais pedidos de ajuda. Se as instituições nos pedem mais produtos, nós temos de ser mais eficientes a angariar esses produtos”, defendeu a responsável pelo Banco Alimentar.

Os alimentos doados nunca chegam, garantiu Isabel Jonet, apesar de admitir que, em alguns casos – com a fruta, por exemplo –, as doações “até são excedentárias”, o que obriga a "fazer compotas para aumentar o prazo de consumo”.

Apesar de referir a necessidade de diversificar as campanhas de recolha de alimentos, Isabel Jonet lembra que as doações individuais só representam 16 por cento do total distribuído pelo Banco Alimentar.

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