Aliança Açores defende reforço de meios policiais para a região

Aliança Açores defende reforço de meios policiais para a região

 

Lusa/AO Online   Regional   11 de Set de 2015, 13:15

O cabeça de lista da coligação Aliança Açores (CDS-PP/PPM) defendeu esta sexta-feira o reforço do efetivo da PSP na região e a melhoria das condições das esquadras, admitindo estudar a possibilidade de regionalização da polícia.

 

"As competências da Polícia de Segurança Pública, que têm crescido de ano para ano, não estão a ser cumpridas nos Açores por falta de efetivos e, portanto, a República terá que dar prioridade à Região Autónoma dos Açores para garantir que as pessoas nestas ilhas têm segurança", frisou Félix Rodrigues.

O candidato da Aliança Açores falava, em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com o representante da região da Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP), que decorreu em Angra do Heroísmo.

A ASPP defendeu recentemente a regionalização da PSP, mas para Félix Rodrigues esta matéria deve ser "devidamente estudada", até porque implica "diálogos institucionais".

"A questão da regionalização parece responder a um conjunto eficaz de questões pragmáticas e que têm de ser urgentemente resolvidas", admitiu, alertando, no entanto, para a "tendência" que existe nos Açores de "pensar nos grandes centros e esquecer as pequenas ilhas".

Para o candidato da Aliança Açores, a necessidade de reforço do efetivo policial nos Açores ganha outra dimensão, devido à sua condição arquipelágica.

"A continuidade territorial permite chegar aos locais necessários com alguma rapidez, no caso dos Açores não. Basta um temporal e as pessoas ficam dias e dias à espera de uma solução", apontou, salientando que "a distância geográfica entre Santa Maria e o Corvo é maior do que entre o norte e o sul de Portugal".

Para além da falta de meios humanos, Félix Rodrigues chamou à atenção para a "degradação das instalações" da PSP e para a necessidade de formação dos agentes.

"Praticamente todas as instalações que estão a cargo do Estado, ou seja da República portuguesa, na Região Autónoma dos Açores estão esquecidas e abandonadas", frisou.

O candidato da Aliança Açores disse que, se for eleito, não terá entraves à defesa destas questões na Assembleia da República, até porque não tem "disciplina partidária", uma vez que na região não houve coligação entre PSD e CDS-PP.

"Qualquer açoriano que esteja presente na Assembleia da República tem obrigação perante a discussão de determinadas temáticas fazer valer a posição e mostrar claramente qual é a situação dos Açores", salientou.

 


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