Alexis Tsipras garante conclusão das negociações com credores antes do final do mês

Internacional /
Alexis Tsipras

816 visualizações   

O primeiro-ministro grego afirmou hoje que as negociações com os credores para aceder à próxima tranche do resgate estarão concluídas "antes do final do mês" e que a Grécia "está a sair da crise sem destruir a sociedade".
 

 

Alexis Tsipras, que falava no no congresso ordinário do seu partido, Syriza, disse que as negociações "avançam" e que o seu governo será capaz de garantir o acesso à próxima tranche do resgate antes do final de setembro.

O executivo grego e os credores concluíram na sexta-feira uma semana de negociações sobre os assuntos pendentes da primeira avaliação do programa de resgate com avanços na maioria dos temas mas sem um acordo final.

Do bom termo destas negociações, que continuam na próxima semana, sobre 15 assuntos pendentes depende o desembolso de uma tranche de 2.800 milhões de euros.

O governo e os representantes dos credores (Comissão Europeia, Banco Central Europeu, Mecanismo Europeu de Estabilidade e Fundo Monetário Internacional) abordarão na próxima semana também os temas pendentes da segunda avaliação, incluindo a polémica reforma laboral, que, segundo o calendário previsto, começará em meados de outubro.

O chefe do executivo grego sublinhou, no congresso do Syrisa, que na negociação da dita reforma vai procurar "reinstaurar a negociação coletiva" para eliminar o "mito" neoliberal, cujas receitas, criticou, "foram aplicadas e falharam na Grécia, a economia não se tornou mais competitiva".

Tsipras declarou, por outro lado, que "a economia (grega) dá os primeiros sinais de recuperação", algo que se reflete "nos últimos dados da Elstat (a agência de estatística grega)" já que "se o desemprego cai é sinal de que alguma coisa mexe".

O desemprego na Grécia desceu 1,8% no segundo trimestre de 2016 para 23,1% da população ativa, segundo Elstat.

"Os gregos não nadam num mar de alegrias, mas veem que a cada passo a nossa preocupação é a proteção dos mais débeis", assegurou Tsipras.