Alentejo é região do país com maior procura de complexos em espaço rural


 

Lusa / AO online   Economia   9 de Jan de 2010, 11:58

O Alentejo é a região do país com maior procura de unidades de turismo em espaço rural, embora ocupe a terceira posição em termos de oferta deste segmento, recebendo 200 mil dormidas anuais nesta componente turística.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, observou que este segmento já representa uma “componente significativa” da oferta turística da região.

O responsável indicou que o Alentejo disponibiliza actualmente cerca de 250 unidades nesta área, com cerca de 2500 camas turísticas, que somam as 200 mil dormidas anuais.

“O Alentejo é a região do país com maior procura de unidades de turismo em espaço rural, embora seja a terceira região em termos de oferta de camas nesta componente turística”, salientou.

O presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo garantiu que, em termos de procura deste tipo de unidades, “a região é líder”, o que considera “curioso”, atendendo a que “nos restantes indicadores turísticos o Alentejo não está nos primeiros lugares”.

Ceia da Silva explicou que “esta é uma das apostas da região”, no sector turístico, representando “um aumento significativo da qualificação do alojamento turístico” na zona, por incluir “unidades de excelência”.

Os clientes do turismo em espaço rural procuram sobretudo a tranquilidade, o contacto com a natureza, o ambiente familiar, a descoberta da ruralidade, a beleza da paisagem, o descanso, o silêncio e a paz.

O responsável garantiu que esta área turística “está em crescimento na região”, salientando que “é muito significativo o número de novas unidades previstas para o Alentejo, todas elas com bastante qualidade”.

“Vão surgindo novos investimentos e nota-se que cada vez há mais turistas que procuram o turismo em espaço rural e que pretendem diversificar, vão para uma determinada região, mas não gostam de ir sempre para a mesma unidade”, frisou.

O presidente da Turismo do Alentejo salientou que continuam a surgir pedidos para a criação de novas unidades e que há apoios para os projectos, através dos fundos da União Europeia, sobretudo do PRODER (fundos comunitários para o Desenvolvimento Rural).

De acordo com o responsável, dentro de cinco a seis anos haverá condições para que a oferta no Alentejo, no respeitante a este segmento, possa aumentar em mais de 50 por cento.

“É desta complementaridade entre turismo em espaço rural e a hotelaria tradicional que pode nascer a força do Alentejo enquanto destino turístico”, realçou Ceia da Silva.

O responsável da ERT do Alentejo explicou que as unidades de turismo em espaço rural são todas diferentes e há um segmento de mercado muito próprio que prefere esta componente turística e não opta pela hotelaria tradicional.

“Isto pela diferença das unidades, pelo maior contacto com a natureza, por um tipo de turismo mais próximo e mais familiar”, observou.

O turismo em espaço rural, de acordo com Ceia da Silva, está associado à arquitectura “mais típica” do Alentejo, ao que é “mais tradicional e genuíno” na região.


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