Al-Qaida ataca hotel de luxo no Mali

Al-Qaida ataca hotel de luxo no Mali

 

Lusa/AO online   Internacional   20 de Nov de 2015, 16:57

Homens armados entraram num hotel de luxo em Bamako e sequestraram 170 pessoas, um ataque reivindicado pela Al-Qaida que terminou com um assalto de forças malianas e estrangeiras e um balanço de mais de 20 mortos.

 

Os atacantes, dois dos quais foram mortos mas cujo número total não foi ainda confirmado, chegaram cerca das 07:00 locais (mesma hora em Lisboa) num automóvel com matrícula diplomática, entraram no hotel Radisson Blu aos gritos de “Allahu Akbar” (Alá é Grande) e começaram a disparar armas automáticas.

Pelo menos três pessoas morreram nesses primeiros momentos.

Muitos dos 140 hóspedes que foram feitos reféns, juntamente com 30 funcionários, eram estrangeiros de pelo menos 14 nacionalidades, incluindo cinco tripulantes da companhia aérea Turkish Airlines e 12 da Air France e cidadãos alemães, argelinos, belgas, canadianos, chineses, costa-marfinenses, espanhóis, indianos, marroquinos, norte-americanos, russos e senegaleses.

Cerca de quatro horas depois do início do sequestro, forças militares malianas apoiadas por unidades especiais francesas e norte-americanas lançaram um assalto ao hotel, permitindo a fuga de cerca de 80 dos reféns.

Passaram mais cinco horas até o ministro da Segurança, o coronel Salif Traoré, anunciar que os atacantes já não mantinham nenhum refém e que estavam a ser perseguidos dentro do edifício pelas forças militares.

Segundo fontes da segurança maliana citadas pela agência France Presse, a operação terminou cerca das 17:30, com dois dos atacantes abatidos e um total de 22 pessoas mortas.

O ataque foi reivindicado pelo grupo radical Al-Mourabitoune, dirigido pelo ‘jihadista’ argelino Mokhtar Belmokhtar e afiliado da Al-Qaida, que num telefonema para a agência privada mauritana Alakhbar afirmou ter realizado o ataque com a colaboração da Al-Qaida no Magrebe Islâmico (AQMI).

O norte do Mali ficou em 2012 sob controlo de grupos ‘jihadistas’ ligados à Al-Qaida, perseguidos e dispersos a partir de janeiro de 2013 quando foi lançada, por iniciativa da França, uma intervenção militar internacional que se mantém no terreno.

Vastas zonas escapam no entanto ao controlo das forças malianas e estrangeiras. Durante bastante tempo concentrados no norte, os ataques ‘jihadistas’ alargaram-se desde o início do ano para o centro e depois de junho para o sul do Mali.

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