Aguiar-Branco pede para se "aguardar" até se conhecer modelo da TSU

Aguiar-Branco  pede para se "aguardar" até se conhecer modelo da TSU

 

Lusa/AO Online   Regional   19 de Set de 2012, 07:07

O social-democrata José Pedro Aguiar-Branco defendeu hoje que se deve "aguardar" até ser conhecido o que o Governo pretende fazer em relação à Taxa Social Única, recordando que tem sempre existido preocupação com os mais desfavorecidos.

“A medida terá a sua configuração e modelo até ao Orçamento de Estado [OE3013]. Vamos aguardar, porque uma coisa é indiscutível: este Governo, em qualquer das medidas aplicadas, teve sempre a preocupação de acautelar a almofada que tem que haver para os menos protegidos”, afirmou Aguiar-Branco em Ponta Delgada.

O dirigente do PSD, que é ministro da Defesa Nacional, acrescentou que esta “é uma linha de honra do Governo, que terá a sua expressão no OE2013”.

José Pedro Aguiar-Branco, que falava aos jornalistas em Ponta Delgada, no final de um encontro com a presidente do PSD/Açores, Berta Cabral, defendeu a constitucionalidade da medida anunciada pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

“Ninguém toma medidas convencido de que são inconstitucionais e, como é óbvio, o Governo quando apresenta uma medida faz na convicção de que é constitucional”, frisou.

Aguiar-Branco salientou que “os sacrifícios são distribuídos por todos” e recordou que “o ataque feito à despesa do Estado não tem memória no Portugal democrático”.

“No exemplo de que é preciso atuar na dimensão do Estado não há comparação na atuação deste Governo com a dos anteriores”, assegurou, defendendo a necessidade de “conciliar o ataque à despesa e as medidas de austeridade que têm que ser aplicadas para resgatar o país com a proteção dos mais desprotegidos”.

Neste encontro com a líder regional do PSD/Açores, José Pedro Aguiar-Branco tomou conhecimento das propostas de Berta Cabral para “amortecer as consequências das medidas de austeridade nos menos favorecidos”.

“Parece-me um plano inteligente”, afirmou, defendendo que “é de saudar tudo o que se possa fazer para mitigar os efeitos sociais” das medidas de austeridade.

Por seu lado, Berta Cabral reafirmou as medidas que apresentou para cortar nos vencimentos dos titulares de cargos políticos, reduzir o número de cargos políticos, reforçar os apoios sociais regionais e criar um subsídio de insularidade para compensar os efeitos das medidas de austeridade nos trabalhadores do setor privado com vencimentos até 2.000 euros mensais.

“A austeridade deve ser para os governos, para os governantes e para os políticos e não para as pessoas, porque as pessoas já estão muito sobrecarregadas nos últimos tempos com grandes dificuldades e grandes cortes”, afirmou.

Berta Cabral rejeitou, no entanto, que as medidas que pretende aplicar nos Açores, caso vença as eleições regionais de outubro, sejam uma recomendação ao primeiro-ministro, salientando que Pedro Passos Coelho “saberá o que deve fazer”.

“Passos Coelho está a fazer aquilo que, na sua perspetiva, é o melhor para o país. Houve algumas reações, ele saberá o que fazer em relação a isso. Em relação aos Açores, eu sei qual é o meu rumo”, acrescentou a líder regional social-democrata.

 


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