Política

Aguiar Branco defende extinção do cargo de Representante da República

Aguiar Branco defende extinção do cargo de Representante da República

 

Lusa/AO online   Regional   7 de Mar de 2010, 14:36

O candidato à liderança nacional do PSD, José Pedro Aguiar Branco, que se confessou um “açoriano-dependente”, defende a “extinção” do cargo de Representante da República para as Regiões Autónomas na próxima revisão constitucional.

“Ao fim de todo este tempo de democracia, já temos maturidade suficiente para que não seja preciso este cargo para garantir a coesão nacional”, afirmou numa sessão de apresentação da sua candidatura em Ponta Delgada.José Pedro Aguiar Branco acusou o governo socialista de ter colocado o país “nas mãos dos credores internacionais”, frisando que a dívida pública “cresceu 1,8 milhões de euros por hora” em 2009.  “O governo deixou Portugal nas mãos dos credores internacionais”, afirmou Aguiar Branco, salientando que “as contas públicas estão num estado dramático” e, em termos de dívida externa, “cada português deve 16 500 euros”. Para o candidato à liderança do PSD, a forma como o governo socialista conduziu o país a esta situação revela “falta de sentido de Estado”, cujo respeito assegurou ser uma das suas prioridades caso venha a desempenhar as funções de primeiro ministro. Para Aguiar Branco, “o próximo presidente do PSD será primeiro ministro”, defendendo a importância de promover a união dentro do partido, que “não pode estar acantonado em facções e sensibilidades”. “Não tenho uma visão tribal do PSD”, afirmou, num encontro com militantes em Ponta Delgada, Açores, naquela que afirmou ser a sua primeira iniciativa de campanha eleitoral interna para as directas de 26 de Março. Vasco Garcia é o mandatário nos Açores da sua candidatura à liderança nacional do partido. Aguiar Branco defendeu que “a unidade do partido é a melhor forma de voltar ao poder”, que também depende da transparência, aspecto que o governo socialista “degradou de forma gritante”. “A confiança entre os eleitores e os eleitos não se decreta, é pelo exemplo que se mostra aos eleitores que podem confiar em nós”, afirmou, citando vários casos recentes que diminuíram a confiança dos eleitores, como “nomeações de pessoas sem currículo” ou “pouca transparência na adjudicação de obras públicas”. Para inverter este quadro, Aguiar Branco tem algumas propostas, entre as quais “o reforço do papel do Presidente da República na nomeação das entidades reguladoras” e a “audição prévia no parlamento de quem vai exercer cargos públicos”.


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