Água para consumo humano na Praia da Vitória sem contaminação

Água para consumo humano na Praia da Vitória sem contaminação

 

LUSA/AO online   Regional   27 de Jun de 2017, 14:49

A água para consumo humano no concelho da Praia da Vitória, nos Açores, onde está sediada a base das Lajes, não teve contaminação, reafirmou hoje a investigadora do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) Teresa Leitão

"Toda a água que foi fornecida [para consumo humano] até hoje foi uma água que não teve contaminação. Estamos a falar de um passado até ao dia de hoje”, disse Teresa Leitão aos deputados da Comissão dos Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho da Assembleia Legislativa dos Açores.

Teresa Leitão e outros dois investigadores do LNEC foram hoje ouvidos por videoconferência na reunião desta comissão parlamentar que está reunida em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

“O que é que vai acontecer no futuro é a nossa preocupação, por isso é que está a ser feita a análise continuamente. Não há dia nenhum que não seja feita a recolha de informação”, adiantou a responsável, após ser questionada se a população da Praia da Vitória está a consumir água de qualidade.

Antes, a investigadora do Departamento de Hidráulica e Ambiente do LNEC informou os deputados que “de toda as análises feitas até hoje”, notando que são “milhares de análises”, houve “uma, uma vez, com um parâmetro que deu um valor acima daquilo que é permitido”.

Teresa Leitão salientou o trabalho de monitorização realizado pela empresa municipal Praia Ambiente, que “tem tido um cuidado enorme e um gasto enorme de recursos” nesta matéria e faz uma “monitorização contínua”.

“Acho que podemos dizer que a água é completamente segura para consumo humano e, se não o fosse, as autoridades competentes já teriam falado sobre o assunto”, acrescentou.

Atualmente, o LNEC está a desenvolver dois estudos que visam aferir a evolução da contaminação de solos e aquíferos decorrentes da ocupação norte-americana na base das Lajes, assim como as ações de reabilitação em curso.

Em 2005, num estudo realizado pelos militares norte-americanos, foram identificados 35 locais contaminados com hidrocarbonetos e metais pesados nos solos e aquíferos da ilha Terceira. A contaminação foi confirmada, em 2009, por estudos do LNEC.

A Praia Ambiente tem como missão garantir “continuamente o fornecimento de água de qualidade aos seus clientes, gerir com eficiência a rede de drenagem de águas residuais e assegurar o seu tratamento, e recolha atempada e integral de resíduos sólidos”.

A audição do LNEC foi proposta pelo líder parlamentar do CDS-PP, Artur Lima, na reunião da comissão de 09 de junho, tendo sido aprovada por unanimidade.

Na ocasião, foram apresentados dois projetos de resolução, um do CDS-PP e outro do PSD.

O documento dos centristas quer que o parlamento regional exija ao Governo da República a descontaminação de solos e aquíferos na Praia da Vitória ao abrigo do princípio de solidariedade nacional.

Já o projeto do PSD pede a intervenção do Presidente da República e exige do primeiro-ministro e do respetivo Governo que “assumam as suas responsabilidades legais e políticas no processo de descontaminação de solos e aquíferos”.

Em março do ano passado, Teresa Leitão, que acompanhou o então secretário regional do Ambiente dos Açores, Neto Viveiros, numa audição na mesma comissão parlamentar, afirmou aos jornalistas não haver razões de preocupação com o consumo de água na ilha Terceira, tendo sido feitas análises para além do que determinam os regulamentos, sem que tenha sido detetada qualquer anomalia.



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